24 ago
Aprendendo a ser mãe. Voltando pra casa.

Chegamos em casa no dia 15/05/10 às 11h. Estávamos entrando pela porta da Frente para começar de fato a viver o que é ser mãe.image

Dia 13/05/10 quando eu sai para receber em meus braços o maior amor da minha vida, eu não esperava que junto com ele viesse um turbilhão de medos.

Minha mãe passou exatos 9 dias aqui em casa e muitas dúvidas estavam comigo nesse período: como dar banho, colocar para arrotar após as mamadas e principalmente  os cuidados com o umbigo, que era algo que me deixava nervosa e enquanto o danado do umbigo não caísse, eu não conseguia dar banho, pois me sentia insegura e o medo me dominava. Aliás, medo é um dos principais sentimentos nesses primeiros dias (ou semanas).

Quando minha mãe disse: “Domingo eu vou embora”, foi  a pior frase que escutei. Corri para o banheiro, entrei no chuveiro e chorei pelo menos uma hora sem parar. A sensação era de total desespero.

Pensava comigo mesma: – Eu não vou conseguir! – Eu não vou conseguir!

E o tal do domingo chegou, na verdade antes mesmo dele chegar meu coração já estava mais que apertado e quando eu olhava pra Davi as lágrimas rolavam soltas.

Eu não vou saber ser mãe, era o que eu pensava e quando a minha mãe se foi levou com ela minha força.

Nesse domingo saímos para almoçar na casa da minha cunhada, que sempre me ajudou muito. Nesse mesmo dia, a bisa do Davi me contou várias e várias situações de quando ela foi mãe há 65 anos atrás, há 50 anos atrás.

Chegamos em casa, eu, davi e o papai. Eu logo disse: – Diogo, vamos dar banho em Davi? Eu não poderia sair da rotina dele por conta dos meus medos. E foi assim!

O banho acabou e tudo deu certo, o orgulho logo veio em seguida. Acabamos, fui amamentar, Davi logo dormiu e assim fizemos também, eu e o papai.

No dia seguinte achei que tudo daria certo, até meu marido se despedir de mim e ir trabalhar. Era uma sensação terrível que invadia o meu corpo e eu ainda não sei o porque de tantos pensamentos ruins virem a minha cabeça.

Comecei a chorar e assim se passaram 10 dias de muitas angústias e muito choro. Todos os dias meu marido almoçava comigo para me dar uma força. Davi era o filho perfeito.

Dormia a noite toda, cochilava durante o dia, comia bem, nunca teve cólica, era um bebê tranquilo, mas tinha um mãe insegura, que achava até que ele poderia morrer em seus braços.

Voltei a minha médica com minha cunhada que contou sobre meus excessos de choro. Ela me chamou atenção e conversamos muito, inclusive sobre uma possível depressão pós parto.

Ela era uma excelente médica e sempre me procurava, conversava e me aconselhava. No meu caso não foi a depressão, mas algo bem comum, o tal do “Baby Blues” já ouviram falar?

” Estima-se que mais de 80% das mulheres que dão à luz sofram do chamado “baby blues“. Trata-se de um conjunto de sintomas que aparecem geralmente entre o 3º e o 10º dia do pós-parto e que consistem em alterações de humor, com tristeza ou irritabilidade, e insegurança perante a nova responsabilidade de cuidar do bebé”

Mulheres que sofrem do “Baby Blues” merecem toda a atenção. Esse “processo” dura as primeiras semana, podendo permanecer a tristeza.

Uma das coisas que me ajudou a me sentir melhor foi a presença constante do meu marido e todo o apoio que ele sempre me deu.

E aos poucos fui ganhando confiança em mim mesma, a tristeza foi se transformando em alegria e meu filho tão esperado teve ao seu lado a mãe que ele merecia.

Consegui entender que a maternidade é e sempre será uma caixinha de surpresas e que nenhum bebe é igual ao outro, por isso eu precisava viver Minhas próprias experiências como mãe e assim comecei a ter consciência que nada melhor do que seguir seu coração. Uma frase que escutei e sempre levo comigo: ” coração de mãe nunca se engana, siga o seu.”

Paciência é a palavra chave do sucesso para uma boa maternidade esse exercício diário precisa ser trabalhado todos os dias e lembrem-se que criança é criança e suas fases sempre passam. As vezes vivemos uma mais intensa que a outra, mas passa.

E entendendo todo esse turbilhão foi que minha vida foi entrando  no eixo e hoje somos a família que somos, unidos sempre.

Jaja meu segundo filho chega e sei que com ele novos medos e novas experiências virão, mas uma certeza eu tenho: com amor tudo fica bem.

Boa sorte para nós mamães. Que saibamos ser para os nossos filhos o que gostaríamos que eles fossem.

Beijos

Tia Mari @turmadatiamari

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