Constipação Intestinal.

02 nov
Constipação Intestinal.

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A constipação intestinal é uma situação muito comum na faixa etária pediátrica. No Brasil, este problema constitui um dos grandes motivos de atendimento em consultas pediátricas. Um estudo que investigou 277 crianças com idade inferior a 2 anos em postos de saúde, observou uma prevalência de constipação em 25,1%, sendo mais prevalente no segundo semestre de vida (38,8%) do que no primeiro (15,1%).

O resultado mais importante deste trabalho foi a observação de que o desmame precoce foi fator determinante para o aparecimento da constipação. O aleitamento artificial aumentou em 4,54 vezes as chances de a criança apresentar este problema, quando comparado ao aleitamento materno predominante.

A etiologia da constipação  esta envolvida com diversos fatores, tais como constitucionais, hereditários, alimentar e psicológico, por exemplo, a decisão feita pela criança em retardar a evacuação após uma experiência negativa associa a baixo consumo de fibras. Por isso temos que garantir a alimentação rica em fibras e hidratação adequada, além de educar e tranqüilizar a criança sobre a hora de fazer “cocô”.

A Academia Americana de Pediatria recomenda o consumo mínimo de 0,5Kg por Kg por dia de fibras, já para crianças com idade superior a 2 anos existe uma formula simples: idade + 5, ou seja uma criança com 6 anos deve consumir no mínimo 11g de fibras diariamente.

A fibra alimentar classifica-se em solúvel (substancias formadoras de gel como pectinas, gomas e mucilagens) e insolúvel (substancias estruturais como celulose, lignina e hemicelulose). Os tipos de fibras estão distribuídos nos alimentos de forma variável, as frutas, vegetais e leguminosas possuem os 2 tipos de fibras. O farelo de aveia é predominantemente composto por fibra solúvel, que apesar de estar mais associada a tratamento da constipação, é importante destacar que a fibra solúvel também exerce esse papel e que o sinergismo das diferentes funções de cada fibra vai resultar no bom funcionamento do intestino.

ESCRITO POR: Dra. Lais- Nutricionista Infatil

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01 nov
Você sabe o que é Dislalia?

Dislalia-infantilDislalia, caracterizada pela dificuldade em articular as palavras é o transtorno de linguagem mais comum em meninos, e o mais conhecido e mais fácil de identificar.

Quando o bebê começa a falar, o fará emitindo os sons mais simples, como o “m” ou o “p”. Não é para menos que o dizer mamãe ou papai não terá que fazer muito esforço, desde quando receba estimulação. A partir daí o bebê começará a pronunciar sons cada vez mais difíceis, o que exigirá mais esforço dos músculos e órgãos ligados à fala. É muito normal que as primeiras falas do bebê, entre o 8º e o 18º mês de idade, apresentem erros de pronúncia. O bebê dirá “aua”, quando pedir água, ou “peta”, quando quiser chupeta.

Os bebês simplificarão os sons para facilitar a pronúncia. No entanto, à medida que o bebê vai adquirindo mais habilidades na articulação, sua pronúncia será mais clara. Até os quatro anos de idade, os erros de linguagem são considerados normais, mas, após essa fase, a criança pode vir a ter problemas caso continue falando errado, podendo afetar a escrita.

O caso clássico desse distúrbio é o  “Cebolinha”, personagem da Turma da Mônica, que é incapaz de pronunciar corretamente os sons vistos como normais segundo sua idade e desenvolvimento. Uma criança com dislalia pode substituir uma letra por outra, ou não pronunciar consoantes.

As principais causas, nestes casos, decorrem de fatores emocionais, como, por exemplo, ciúme de um irmão mais novo que nasceu, separação dos pais ou convivência com pessoas que apresentam esse problema (babás, por exemplo, que dizem “pobrema”, “Framengo”, etc.), e a criança vai assimilando.

A criança portadora da dislalia pronuncia determinadas palavras de maneira errada, omitindo, trocando, transpondo, distorcendo ou acrescentando fonemas ou sílabas a elas. Neste caso é importante que a criança passe por uma avaliação com fonoaudiólogo que irá examinar os órgãos da fala e da audição a fim de detectar se a causa da dislalia é orgânica (mais rara de acontecer, decorrente de má-formação ou alteração dos órgãos da fala e audição), neurológica ou funcional (quando não se encontra qualquer alteração física a que possa ser atribuída a dislalia).

No primeiro caso, resultam da malformações ou de alterações de inervação da língua, da abóbada palatina e de qualquer outro órgão da fonação. Encontram-se em casos de malformações congênitas, tais como o lábio leporino ou como conseqüência de traumatismos dos órgãos fonadores. Por outro lado, certas Dislalias são devidas a enfermidades do sistema nervoso central.

A dislalia pode interferir no aprendizado da escrita tal como ocorre com a fala.

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Uma dica: por favor, nada de receitinhas do tempo da vovó, aquelas que se acreditava que colocando uma “rolha” na boca da criança iria resolver o problema, ou colocar pedrinhas na boca, soprar línguas de sogras e outras técnicas sem fundamento algum, Ok!

Seja mais eficiente: leve-o ao médico.

Ah, e nada de achar engraçadinho quando seu filho começar a falar “tota-tola” em vez de coca-cola, “totô” em vez de “cocô, certo?

Há alguns casos comuns específicos de dislalia, que envolvem pronúncia do “K” do “G”, nos quais, por falta de motilidade do palato mole, a criança omite tais fonemas (por exemplo, falando “ato” ao invés de “gato”; “ma’a’o” ao invés de MACACO). O “R” brando (que é pronunciado através da vibração da ponta da língua atrás dos dentes incisivos superiores); em muitos dos casos de dislalia, o “R” também costuma ser omitido ou pronunciado guturalmente (a criança fala como se fosse um francês ou um alemão falando Português).

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As crianças também que usam chupeta e a mamadeira por um tempo prolongado, que chupam o dedo ou mesmo mamam pouco tempo no seio, podem apresentar um quadro de dislalia. Apesar de não existir relação direta, essas crianças podem apresentar flacidez muscular e postura indevida da língua, o que pode resultar nesse distúrbio.

Outras causas são: línguas hipotônicas (flácidas), podendo ainda apresentar alterações na arcada dentária, ou então, falhas na pronúncia de determinados fonemas em conseqüência da postura e respiração dificultada.

A dislalia pode ser subdividida em quatro tipos:

Dislalia evolutiva: considerada normal em crianças, sendo corrigida gradativamente durante o seu desenvolvimento.

Dislalia funcional: neste caso, ocorre substituição de letras durante a fala, não pronunciar o som, acrescente letras na palavra ou distorce o som. Quando não se encontra nenhuma alteração física que possa ser atribuído a Dislalia, esta é chamada de Dislalia Funcional.

Dislalia audiógena: ocorre em indivíduos que são deficientes auditivos e que não conseguem imitar os sons.

Dislalia orgânica: ocorre em casos de lesão no encéfalo, impossibilitando à correta pronuncia, ou quando há alguma alteração na boca.

Bem, sejam quais forem as causas, os profissionais envolvidos no processo de ensino e aprendizagem, devem estar atentos a qualquer alteração lingüística, que quando detectada, deve-se encaminhar rapidamente a criança para um especialista, que terá condições de avaliar a melhor forma de tratar o distúrbio, para que ele não chegue a causar maiores danos emocionais.

 ESCRITO POR:  Gabriella Leite  – Fonoaudióloga Colégio Madre de Deus , Especialista em Linguagem.

 

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29 out
“MINHA SAGA RUMO A SÃO PAULO”…

Tudo programado para mais um passeio em família, dois meses de antecedência para que nada ocorresse de uma forma errada, passagem, hotel, programação, etc. Simplesmente TUDO! Até o dia da viagem…

Como sempre o meu medo de viajar, de esquecer algo, ou de alguma coisa dar errado começa a me rondar e eu começo a checar tudo (só que dessa vez fui checar no mesmo dia de embarcar), pois é! Dessa vez, eu, que sou tão perfeccionista com tudo, não fiz minha mala com antecedência. Semana de mudança, atropelos no trabalho e uma noite antes de viajar, onde eu havia me programado para arrumar tudo, capotei de sono (oh! Culpa).

Iria aproveitar minha ida a São Paulo e reencontrar minhas amigas blogueiras de maternidade, conhecer novas amigas e seguidoras. Ansiedade a mil e lá fomos nós, a família, #trololodemel rumo a Sampa.. uhuuuu!!!

Rumo aonde mesmo?

A Sampa?  #soquenao.

A felicidade durou até o momento do check in, onde escutamos:

– documentos da criança, por favor?

– oi? Olhei para #diogomarido e disse: cadê a certidão de Davi?

– ele logo falou: você não trouxe?

Já imaginaram minha cara? Meu coração quase saltou pela boca, minhas mãos geladas e eu me sentindo a pior das piores.

Daí que começa “MINHA SAGA”…

Corremos para pedir que alguém trouxesse o mais rápido possível a certidão de nascimento do Davi para que conseguíssemos embarcar, o check in foi feito, mas embarcar só com a documentação da criança (até fiz um post sobre viagens com crianças que vocês podem ver AQUI).

O tempo passava, eu me aperreava cada vez mais e nada do documento chegar… A hora dos portões fecharem se aproximava e eu até tentei apresentar a Xerox, mas só poderia realmente com a original. O sangue fervia dentro de mim, não pelo fato de me exigirem a documentação (estão mais que certos… é lei.), mas em ver que a atendente da companhia estava com aquela cara de superior, se achando à poderosa sabe? Aiiiiin que raiva!

O documento chegou 10 minutos antes do vôo sair e já sabem o que aconteceu né?  Não conseguimos embarcar.

Genteee!!! Choreiii muitooo.

Foi um sentimento que não sei nem explicar, a cara do marido me culpado foi o pior (e eu pensando por que minha culpa? Tudo eu é?).  Fomos para casa em silêncio não acreditando no que havia acontecido.

Passei a noite tentando resolver, marido ligando para companhia aérea para alterar para o voo mais próximo e nada de colaborarem, até que resolvemos não ir mais.

Passei a noite pensando e resolvi tentar mais uma vez na manhã seguinte, acordei mega cedo, liguei e finalmente consegui uma vaga para embargar pela manhã, foi quando resolvi viajar sozinha mesmo e pelo menos aproveitar o encontro com as amigas e participar do WonderMomsbr em ação.

Mala feita, toda pronta, rumo ao aeroporto… Chegando lá o coração que não me deixa ir tranqüila por deixar meus amores que estavam em minhas programações, mas maridão nota 1000 me incentivando sempre e FUI!!!

Cheguei a Campinas (só tinha voo para Lá) e mais uma vez a companhia aérea (azul) me irrita, 30 minutos aguardando minha mala e o que aconteceu? Perdi o translado que me levaria para Alphaville ao encontro das minhas amigas que estavam no shopping onde ocorria o encontro.

Só ficava pensando “não era para eu ter vindo, tudo dando errado”. Ligo para minha amiga Letícia e ela me salva…

Quase 1h de Campinas até Alphaville, mas confesso que valeu demais (não me arrependo de jeito nenhum) kkkkk

Cheguei, reencontrei várias amigas, conheci novas amigas virtuais, conheci minha querida amiga Kelly, @donadecasamoderna (fiquei super emocionada), várias seguidoras que me abordaram de uma maneira toda carinhosa, me fazendo sentir uma gratidão sem tamanho e ver o quanto meu trabalho é reconhecido (obrigado a todas!).

Após o encontro e novas amizades, sai para jantar e conversar com a amiga Letícia (imaginem duas mães blogueiras juntas) e no outro dia rumo a minha casinha, meus amores e a saudade, que por mais curto que seja o tempo, ela sempre é enorme e quase não cabe no peito.

Acordar mega cedo, morrer de frio e partir!! Levando na bagagem muitos mimos, lembranças, carinho e uma amizade que quero para vida toda. (Lê tu sabe que te adoro né?).

E assim foi…

O que tirei de lição disso tudo? Que a pressa é inimiga da perfeição (kkkkk) e a partir de agora jamais deixarei nada para ultima hora, organização é necessária sim, principalmente quando temos uma criança envolvida. Paciência também é fundamental.  Uma dica para nós mamães em relação à documentação dos nossos pequenos é providenciar a carteira de identidade, praticidade numa situação dessas.

* Vocês sabiam: As digitais da criança são formadas no 6º mês de gestação e permanecem iguais por toda a vida. No caso de a criança ser sequestrada, em qualquer momento de sua vida que for emitir a Carteira de Identidade, será prontamente reconhecida e localizada.

E nada como voltar para o calor da minha cidade e ter meus amores comigo.

Se eu vou novamente? Claro que vou é só chamar.

Beijos

Tia Mari

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Amigas Blogueiras

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08 out
Operação Sorriso.
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A Operação Sorriso do Brasil é uma ONG que busca devolver a dignidade e inclusão de crianças que estão à margem da sociedade por conta de deformidades faciais (lábio leporino e fenda palatina) e os efeitos colaterais causados pela deformidade, como dificuldades de fala, alimentação, audição e respiração.

Eles fazem mutirões de cirurgias pelos locais mais distantes deste enorme país (Santarém, Fortaleza,…) para operar as crianças que nasceram com esta deformidade.

A incidência de fissura de lábio e palato no pais é de 01 (um) caso para cada 600 nascidos vivos.

E você pode ajudar … Comprando um convite de 50,00 reais aonde todo valor e revertido para ONG .

Temos que vender 500 convites para conseguirmos chegar no mínimo do valor necessário para a próxima missão.

Na compra do convite além de ser uma ação “do bem” as crianças se divertem em uma tarde gostosa aqui no Formigueiro!

Teremos show de mágica, personagens, pinturinhas, recreação, comidinhas, etc.

Os convites podem ser adquiridos:

1) No Formigueiro – Rua Prof. Vahia de Abreu, 592 – Vila Olímpia

2) Na ONG Operação Sorriso – Rua Brig. Faria Lima, 2.013, 6 andar (CJ 6D)

3) Por depósito, encaminho por correio, mas não esqueçam de me avisar por email: simone@espacoformigueiro.com.br. No verso dos convites tem um campo que pode ser preenchido e entregue na festa para que o doador receba o recibo de doação da ONG.

Banco Itau:  Ag. 9670

C/C: 23.258-7

Simone Gissoni Fernandes de Santiago – 985.286.887-04

Para conhecer um pouco mais sobre o nosso trabalho acesse http://www.operationsmile.org.br

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07 out
Explorar é aprender

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Toda mãe sonha com um quartinho lindo e charmoso para o seus filhos. A ideia com foco no lado estético, no entanto, pode acabar limitando ou mesmo impossibilitando experiências criativas que estimulam e tanto ensinam. Pensando em tal, cada vez mais mamães – muitas vezes aconselhadas, até mesmo, por decoradores – estão apostando no Método Montessori na hora de pensar o quartinho. O método propõe a criação de um ambiente rico e estimulante que possibilite, diariamente, o desenvolvimento da criança, focando na livre expressão de suas capacidades. O pensamento, com destaque para a criatividade e o desenvolvimento saudável, destaca a importância de dar espaço e oferecer os instrumentos para que os pequenos passem pelas experiências e desafios que alimentam a autonomia da criança, como uma forma de ensino com um toque de independência e liberdade.

O que muitas mamães e profissionais esquecem é que o quarto de uma criança não deve ser baseado exclusivamente nos desejos e nas vontades dos pais, ou na harmonia com os demais ambientes da casa. Da escolha das cores à seleção dos móveis é interessante trabalhar com uma proposta que seja rica e incrível para o pequeno. O Método Montessori acredita que, além do quarto, toda a casa deve fornecer os elementos para o desenvolvimento da criança, mas é no quarto que tudo tende a acontecer.

A ideia é focar em experiências táteis e campos de exploração. Através do tato os pequenos se sentem convidados à explorar o ambiente. Vale preparar o piso com um tapete (sempre limpo) confortável e macio, para que o chão vire um espaço de descontração. Até mesmo a sensação de amplitude aumenta e a decodificação do mundo ao redor fica ainda mais convidativa. Outra ideia característica do Método é substituir a cama ou o berço por um colchão apenas, diretamente no chão ou em cima de um tatame baixo. A proteção e segurança pode ser garantida por travesseiros e almofadas. A ideia é um convite aos movimentos e aumenta muito a sensação de espaço. Vale dizer que no quarto da criança tudo deve ser um convite ao toque e ao olhar. Os quadros e objetos de decoração devem ficar mais baixos, assim como os enfeites que devem ser escolhidos a dedo – sempre pensando no que não coloca em risco a saúde do pequeno. Brinquedos e livros podem ser colocados em caixinhas no chão, por exemplo; tudo bem pequeno e proporcional ao tamanho da criança. No mais, crianças pequenas vão se divertir com móbiles e outros enfeites.

O Montessori reforça, também, que as descobertas devem ser feitas aos poucos. Os presentes devem ser substituídos de tempo em tempo, evitando acúmulos e direcionando o foco para novas descobertas. Pode-se pensar na ideia de metas e rodízio dos brinquedos que ficam logo ao alcance da criança. Por fim, aposte em um espelho que é um convite para que a criança possa se conhecer e perceber que é uma pessoa distinta e única da mãe. Vale citar que o espelho deve estar bem fixado à parede e, pela segurança, ele deve ser de acrílico. Assim, o mínimo é o máximo para grandes descobertas. E tudo começa no ambiente do lar.

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Texto escrito por Amanda Medeiros, Consultora de Estilo

Publicado na edição de julho da Revista Travessura

www.revistatravessura.com.br

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05 out
Minha viagem sozinha.

Oi gente!

Como todas sabem  fiz minha primeira viagem sozinha, pois é! Sozinha mesmo, sem marido e sem filho.

Quando recebi o convite da Mead Johnson para participar do evento no Rio de Janeiro, o impulso foi imediato e aceitei (por um momento esqueci que sou MÃE e esposa).

Após desligar o telefone pensei: e agora? Davi, #diogomarido, meu trabalho, minha vida, tudoooo! Liguei imediatamente para o maridão e como sempre ele super apoiou (meu marido é show… meu maior e melhor amigo/incentivador) e me lembrou que eu não estava indo para o Japão… kkkk e que só iria passar uma noite fora de casa (isso mesmo, APENAS uma noite) e eu com todo meu drama e meu medo.

Medo do avião (pânico na verdade!), medo de deixá-los, medo de ir sozinha (sou medrosa, eu sei ta?) e milhões de coisas passando na minha cabeça.

Foi um “sofrimento” que durou uma LONGA semana, até chegar ao aeroporto quando eu quase morro, mas de tanto chorar. Chorei tanto, mas tanto, que meu filho olhou para mim e disse: “calma mãe! Eu vou tomar banho, ficar cheiroso, tomar meu gagau (leite na mamadeira) e brincar com meu pai. (isso mesmo! Ele não estava nem tchum para mamãe medrosa e chorona dele).

Meu marido conseguiu fazer com que eu entrasse na sala de embarque e foi embora (medo que eu quisesse voltar com eles). Dentro da sala liguei milhões de vezes para ele querendo desistir e voltar para casa, mas ele lá me dando força e dizendo: vá! É isso que você sempre quis ser reconhecida pelo seu trabalho. (fui à única no nordeste a ser convidada. mega feliz!).

Entrei no avião e lá se foram longas três horas de puro pensamento (a gente pensa tanta bobagem né?). Confesso que tinha medo de morrer, mas acho que o meu maior medo e minha maior certeza (pode ser que algumas de vocês também tenham) é saber que ELES vivem sem a gente.

Sabe aquele medo enorme de não fazer falta? Pois bem! Viajei assim. A gente reclama que vivemos sobrecarregadas, que é filho, marido, trabalho, casa… Tudo eu, tudo eu. Mas quando nós saímos da rotina queremos voltar. Garanto que é assim! Por melhor que seja estar “só” por algum momento, pelo menos pra mim, esse momento passou rápido e logo bateu a saudade de estar com eles na hora de dormir. Sentir o cheirinho do meu #trololodemel antes de deitar, colocá-lo para fazer xixi, dar seu gagau e ficar com o marido de pés colados até dormir.

Hoje não me vejo mais só, acho que uma casa vazia deve ser quase um castigo para uma pessoa. Escutar o barulho que eles fazem, meu #trololodemel me chamando o tempo todo, até das reclamações do marido senti falta… kkkkkk

Acho que precisamos refletir um pouco sobre como estamos levando nossas vidas (pensei nisso tudo em uma noite fora de casa #aloka), organizar mais nosso tempo, ou pelo menos, tentar, mas nunca deixar de aproveitar as oportunidades (elas podem deixar de acontecer novamente).

A gente vai, mas logo volta e eles esperam que nem sentem (se eu não tivesse ido estaria arrependida pode ter certeza).

Foi tudo tão legal! Conheci minhas amigas de instagram #asblogueiras, fiz novos contatos, conheci Giovanna Antonelli, #DonaHêlo, conheci o novo produto da Mead Johnson, que por sinal, é maravilhoso, aprendi e voltei. Voltei para minha casa, onde encontrei tudo como deixei, encontrei um filho super feliz em me ver novamente, encontrei um maridão com saudade e orgulhoso por ver sua #gorda superar mais um medo e principalmente, voltei para minha rotina que tanto reclamo, mas que adoro.

Se surgir outras oportunidades? Eu vou aceitar novamente sem pensar. E se bater o medo? Vou lembrar que tudo passa!

(*Alô! Alô empresas do mundo infantil Tia Mari quer viajar pelo mundo heim? kkkkk)

Beijos zamores

Algumas fotinhas que eu tirei no celular 🙂 A primeira foto foi para mostrar o olho inchado de tanto chorar. kkkk

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02 out
Não é a Mamãe.

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Advogada, esposa do Mário (PD3), madrasta do Mário Neto e do Mateus, mãe da Vitória, blogueira do Não é a Mamãe!, dona de casa sofrível, cozinheira eventual, momentaneamente sedentária por recomendações médicas, possuidora de um cabelo pouco amigável e de um humor razoável (tendendo para bom), pernambucana há 7 anos: esta sou eu!  😉

À convite da Mari, que é uma fofa e mãe do Davi mais lindo do mundo, estou aqui para contar um pouquinho da minha história para vocês… Vamos lá!

Amor de carnaval, que virou prá vida toda

Santa ladeira da Misericórdia! Lá carimbei meu passaporte pernambucano, beijando em pleno sábado de carnaval aquele que se tornaria o PD3 (Pai de 3 = Mário, meu marido). Detalhe: o cara era cheio de charme, cavalheiro, divertido, proprietário de um belo par de olhos verdes (minha preferência, de longas datas) e… Sem filhos? Pois é! O bonitão não me disse que tinha filhos.

Hoje ele conta essa história dizendo que não falou sobre os meninos porque eu não perguntei. Por isso, garotas, atenção! No primeiro encontro, além do nome, da profissão, do estado civil e da naturalidade, perguntem se o cara tem filhos. #ficaadica

Claro que quando ele me contou que tinha filhos eu terminei. Claro que esse namoro foi e voltou mil vezes. Claro que eu tinha pavor de contar prá minha mãe que estava namorando um cara que tinha filhos. Claro que eu não tinha a menor ideia do que estava por vir. Tinha tudo prá dar errado… Mas tem dado certo há 7 anos.

A ficha da madrastidade só caiu mesmo quando virei Sra. PD3. Até então, meu convívio com os meninos era limitado a alguns passeios e tal. Quando casei, o bicho pegou. Estava eu, recém casada, sem sequer saber cozinhar, mas com uma família completa (o mais novo, à época, era bebê).

Glamour zero e um mega choque de realidade: assim foi o início do nosso casamento. Quem sonha com um jantar de comemoração de 1 mês de casado feito pelo marido, mas com uma criança de 5 anos à mesa? Acho que quase ninguém. E qual criança deseja que o pai case com outra pessoa, que não a sua mãe? Provavelmente nenhuma.

Gradativamente fomos nos adaptando. Hoje posso afirmar: está tudo bem. Somos uma família (mosaico) como outra qualquer. Se eu disse que a vida da gente é uma pracinha, não é verdade. Temos problemas, preocupações com as crianças (que têm mães diferentes e vidas diferentes em vários aspectos), uma logística complicada, um custo de vida elevado… Mas a gente desenrola!

A ideia de escrever sobre a madrastidade surgiu quando percebi que pouco se falava sobre isso.  De acordo com o IBGE, 16% das famílias brasileiras são como a nossa: possuem filhos de apenas um dos cônjuges. Mas me digam quantos blogs existem sobre o assunto? No Brasil, somente o Não é a Mamãe!.

Compartilhar abertamente a minha experiência, tratando tanto dos aspectos positivos e quanto dos negativos dessa configuração familiar, incentiva outras madrastas a abrirem seus corações. Em função da enorme quantidade de e-mails que recebemos com perguntas das leitoras, inauguramos a seção: fala que eu te escuto (e te respondo). A caixa de e-mail falaqueeuteescuto@naoeamamae.com é movimentadíssima por perguntas, desabafos e desaforos.

 

Escrito Por:   Bianca do Blog: Não é a Mamãe

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26 set
Pela primeira vez em Recife a encantadora dos baixinhos.

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Para comemorar os seus cinco anos de atuação, a Perylampo Festas será a responsável pela vinda de uma das mais conceituadas produtoras de festas do país, Andréa Guimarães.

No dia 05 de Novembro, no Buffet Surpresa, em Boa Viagem, ela promove curso sobre festas infantis.  Os interessados deverão entrar em contato com a Celebre Eventos pelo contato@celebreeventos.com  para confirma sua vaga (vagas limitadas).

Estarei lá e espero por vocês.

Beijos

Tia Mari

 

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19 set
Visantando um bebê após o nascimento.

Mamães e papais estabeleçam critérios ao receber visitas após o nascimento do bebê. E porque digo isso? Sou Doula Pós-Parto, além de Baby Planner, e trabalhar ao lado das puérperas me possibilitou mais claramente verificar que muitas visitas são desconfortáveis para os pais, que estão muitas vezes exaustos e inseguros. Também temos que considerar, a não imunização do bebê, e que em casos de parto cesária a mamãe pode sentir dores e desconfortos nos primeiros dias.

Por mais que os novos pais estejam dispostos a receber visitas de amigos e parentes, o puerpério é um período de adaptação entre pais e bebê. Pai e mãe precisam estar bem dispostos, relaxados e com a atenção voltada para o bebê, pois é um momento de conhecimento mútuo e o novo herdeiro exige 100% de cuidado, atenção e carinho nesta fase.

Para evitar mal-entendidos conte com uma rede de apoio como avós, pais, tios e amigos íntimos, que poderão auxiliar os visitantes e intervir, caso a mãe precise amamentar e prefira fazer em local reservado.

Uma dica que eu dou: Crie regras de visita! Estabeleça um intervalo de hora para recebê-los, e se possível, quanto tempo cada visita deve permanecer na maternidade ou residência. Diga o que eles podem ou não fazer como pegar ou não o bebê no colo e etc.

Claro, algumas pessoas não entenderão a sua posição e se sentirão ofendidas, mas não abra mão da sua escolha apenas para agradar amigos e familiares, é hora de pensar no seu bem estar e consequentemente do bebê. Não tenha medo de dizer caso os visitantes estejam sendo inconvenientes, sempre há um jeito de impor a sua vontade sem ser grosseria ou agressiva.

Você acha confortável para um recém-nascido ficar pulando de colo em colo? Não deixe que isso aconteça! Mas caso seja difícil evitar que as visitas peguem o seu bebê, peça para que lavem as mãos ou tenha álcool em gel por perto.

Outro ponto importante é não permitir visitas de pessoas doentes e  também que crianças peguem o bebê no colo,  evitando acidentes.

Dê preferência em receber os visitantes no hospital (se o parto não for domiciliar) ao invés de recebê-los em casa. Uma das vantagens neste caso é contar com a ajuda das enfermeiras.

Uma maneira sutil e delicada de informar as regras antes mesmo do bebezinho nascer, é no chá de bebê. Em forma de brincadeira, peça para que as mamães presentes relatem a experiência de cada uma delas nos primeiros meses com o bebê em casa. Após a brincadeira, você pode aproveitar para explicar suas preferências, deixando claro que todos são muitos bem vindos em momentos oportunos.

Outra dica interessante é entregar um cartão de agradecimento pela presença no chá de bebê, acrescentando que a família terá muito prazer em receber visitas, indicando dias e horários.

No caso do seu bebê já ter nascido existe uma maneira simpática de impor as regras de visita: deixe gravado na secretária eletrônica de casa e do celular. Na mensagem agradeça a ligação e indique os melhores horários e dias para a visita.

Agora, se você é um visitante, evite dar palpites,  fazer julgamentos, ficar para jantar, beber uns drinks ou ver o jogo de futebol. Ligue para marcar a hora da visita e NUNCA chegue sem avisar. Seja breve, 20 minutos é mais do que suficiente. Evite levar seus filhos pequenos.  Eu sei que não existe no mundo momento mais gostoso do que pegar um bebê no colo, mas contenha-se, resista a tentação! E mesmo que apenas o toque, lave as mãos. De maneira alguma vá doente fazer uma visita. Por último, não pergunte se você pode estar presente no momento da amamentação, este é um instante íntimo da mãe com o bebê e algumas mulheres preferem ter privacidade.

Lembre-se, em outro momento pode ser a sua vez de receber visitas!

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18 set
Do-ré-mi na gestação.

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Imagine-se num ambiente pequenininho, confortável, mas com pouca luz. De repente você ouve algum som. O que gostaria de ouvir? Uma voz? Uma música? Algum outro som? E o seu bebê? O que ele tem escutado?

Algumas pesquisas apontam que a partir do 4º mês de gestação o tímpano do feto já se encontra formado, possibilitando assim que o sistema auditivo já tenha condições de captar e registrar alguns sons.

Como no período gestacional mãe e bebê encontram-se em um estreito contato, podemos imaginar a “orquestra” disponibilizada pela “Maestrina mamãe”: sua voz, seus batimentos cardíacos, sua respiração, movimentos internos e externos do corpo, sons que passam a alcançar o desenvolvimento do bebê e, por que não, suas futuras habilidades sociais, linguísticas e a aprendizagem. Cientificamente comprovado, o feto reage a esses sons realizando pequenos movimentos, bem como com alterações de seus batimentos cardíacos.

Ainda que esses estímulos naturais ocorram, é importante que esse som também possa ser apresentado enquanto comunicação mãe-bebê durante a gravidez, ou ainda daqueles que o cercam e também se dirigem a ele (a) com afetividade. É comum as grávidas relatarem que “a barriga mexeu muito naquele dia que tive uma chateação no supermercado”; o bebê, no entanto, não sabe o que aconteceu e recebe “apenas” mensagens sensoriais (substâncias químicas liberadas pelo sistema nervoso na corrente sanguínea) sobre o ocorrido. Que tal bater um papinho com ele (a), acalmando-lhe acerca do que aconteceu? Vai fazer uma vitamina? Que tal falar da receita antes de ligar o liquidificador? É hora de dormir? Que tal embalar o seu sono e o dele (a) cantando uma canção ou colocando aquele CD que gosta?

Áreas como Musicoterapia e Biomúsica são grandes investigadoras dos benefícios da música para o desenvolvimento humano, a citar melhoria no combate ao estresse, principalmente no ritmo frenético da sociedade vigente. Os estudiosos refletem que, embora a memória específica do período gestacional não seja tão facilmente recordada pelo futuro adulto, há um registro psíquico do que fora proporcionado ao bebê no ambiente intrauterino. Encontramos na literatura trabalhos terapêuticos realizados com gestantes, nos quais eram cedidos cópias de um determinado material musical a ser utilizado em momentos de relaxamento; após o parto, quando os bebês encontravam-se agitados, acionava-se aquele mesmo material e os pequenos tão logo adormeciam ou ficavam mais calmos.

No mercado há algumas coleções de “música para bebês”, como Rockabye Baby  e Babies Go, nas quais clássicos do rock e outros ritmos são adaptados para versões instrumentais, convidando a um gostoso ninar! Porém, além dos benefícios descritos anteriormente para o desenvolvimento da criança, mediante o estímulo acústico durante a gestação, não esqueçamos que as mamães também têm ouvidos! Portanto, podem se permitir ouvir aquela música de seu agrado que a faz sentir-se bem, pois isso, como abordado acima, vai ser transmitido ao “ouvinte mirim” também.

Som na caixa, mamãe!!!

BabiesGo

rockabye baby

Abaixo alguns artigos referendados nesse post sobre as pesquisas desenvolvidas nas áreas citadas:

http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0157.pdf

http://www.webartigos.com/artigos/psiquismo-fetal-consideracoes-sobre-a-influencia-das-emocoes-da-mae-no-desenvolvimento-do-feto/37182/

http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v44n2/29.pdf

http://profdiafonso.blogspot.com.br/2011/09/por-onde-andara-musa-gravida-do-rock-in.html

ESCRITO POR:

Thaís Azevedo

Psicóloga Clínica e Escolar

Especialista em psicologia clínica com foco em gestalt-terapia (pelo IGT-PE)

Formação em Intervenção Familiar Sistêmica (em curso – UNI-RN)

Integrante do Núcleo CRIAD – Psicoterapia para crianças e adolescentes (IG @nucleocriad)

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