A saudade de uma mãe que se foi. Histórias vividas em sala de aula.

23 abr
A saudade de uma mãe que se foi. Histórias vividas em sala de aula.
Já me deparei com muitas situações em sala de aula e garanto uma coisa a todas vocês, não tem como não se envolver por completo com muitas das famílias que convivemos.
De tudo que já vivenciei, uma história e uma pessoa me veio na cabeça esses dias, minha querida “Ana”, pois foi uma história infelizmente triste, mas que marcou como um exemplo de vida.
Ana com 4 meses de gestação, descobriu um câncer ao sentir muitas dores na coluna. Quando descoberto, o médico disse que já estava em metástase.
Imagina a situação para uma mãe de primeira viagem descobrir uma doença tão avassaladora?
Depois de muitos acontecimentos, após o parto, o médico informou que a Ana teria apenas mais alguns dias de vida, só que a mesma, contrariando as expectativas dos médicos e sempre repetindo que ela era prova viva do milagre de Deus, viveu por muitos anos ao lado da filha e pôde acompanhar um pouco do seu crescimento.
Na escola eu sempre presenciei o largo sorriso de Ana e a sua felicidade em poder levar e buscar a filha diariamente.
Aos 3 anos, “Clarinha” foi minha aluna e pude sentir de perto a dor e a alegria daquela mãe, exemplo de fé e esperança.
Não tinha situação essa que Ana não estivesse presente, conversando, se disponibilizando, sendo mãe de verdade, daquelas mães de causar inveja em muitas outras mães com saúde e vigor, inclusive em mim.
Pois é! Eu já era mãe quando a conheci e me colocar no lugar dela sempre me fez sofrer, mas também aprender que para o amor não existe limites.
No ano em que Clarinha foi minha aluna, Ana teve muitos altos e baixos na saúde, na alto estima e até mesmo em sua relação marido e mulher. O marido tinha muito carinho e respeito por ela, mas já não a enxergava como mulher. E ela sempre confidenciava o tamanho do amor e o tamanho do medo em deixá-lo.
Lembro como se fosse hoje, em um dia de plantão pedagógico, fui conversar com Ana sobre alguns fatos que eu havia percebido em Clarinha.
Clarinha era uma menina retraída, calma e quietinha, não gostava de lanchar, só se fosse o seu velho e querido biscoito.
Clarinha também era uma menina de poucos sorrisos e ao perceber que quando trabalhávamos alimentação saudável, por exemplo, o medo dela ficar doente “da barriga” feito a mãe era imenso.
Esse medo sempre prejudicou Clarinha na hora da alimentação e assim ela seguiu durante todo o ano, sem aceitar experimentar nada do que lhe era oferecido.
Percebi também que ao se expressar (ao desenhar) Clarinha se referia a ela e algumas pessoas como se fossem carecas. Ela ao ver a realidade da mãe já sem cabelo e algumas vezes na vida com cabelo também, fazia com que clarinha já não soubesse dizer como era que ela se enxergava.
E após eu solicitar muito, a escola permitiu uma “conversa” com a mãe.
Entendo o fato da instituição não querer e muitas vezes não termos o direito de “invadir” certos assuntos deliciados, mas o que sentia era uma “saída de campo” da escola para  não ter “trabalho” ou não levar culpa de nada.
Sim, não ter trabalho, pois se temos uma situação “problema” no meio do caminho não posso simplesmente passar por cima daquilo e deixar de lado.
Sou um ser humano, sou uma pedagoga, sou filha, mulher e sou mãe.
Sabia o que aquela mãe tão especial sentia e precisava, sabia também o que minha aluna precisava e não poderia encerrar um ano sem ter uma conversa com ela sobre o que eu também enxergava na sua filha, não poderia deixar de dizer que ela precisava de uma ajuda psicológica para quando o pior chegasse ela já estivesse sendo cuidada.
Mas tudo isso não me foi permitido.
Na minha conversa com a mãe a psicóloga participou, mas muito por cima as observações citadas foram ditas.
Ana, lógico que percebeu que havia muito mais do que aquelas simples palavras e ao ter uma certa intimidade da minha parte, se abriu.
Desabou a chorar e eu, chorei junto. Infelizmente, eu que precisava ser forte não me contive com aquela situação e aquela mãe tão frágil que já sabia que seu fim estava perto, chegou a me abraçar como se fosse um bebe.
O ano foi se encerrando e Ana foi ficando mais debilitada, já não havia mais aquele sorrisão no seu rosto, sua vaidade em colocar seus lenços lindos de formas diferentes já não estava mais naquele corpo.
Encerramos o ano sem Ana aparecer mais por lá, minha preocupação era constante e minhas ligações também, pois gostava muito de conversar com ela e perguntar como ela estava, sentia que poderia ajudá-la de algumas forma.
Sempre fiz questão de dizer o quanto ela era admirável e linda, por dentro e por fora, bem como, pra mim era ótimo ver aquele sorriso quando ela agradecia por tudo.
No ano seguinte, clarinha já não era mais minha aluna, mas seus “problemas” continuavam e minhas preocupações também.
Certo dia, outra mãe me ligou, essa mãe também já havia sofrido com um câncer e seu resultado foi melhor, a cura total. Pela sua identificação com a história, as famílias ficaram bem próximas.
Ao atender a ligação eu logo perguntei: – O que houve com Ana?
E o que eu não queria ouvir veio à tona: – Ela faleceu Mari.
Ana não resistiu a sua última internação. Durante a internação conversei muito com ela e ao saber da notícia a única coisa que me veio à cabeça foi clarinha.
Acabou o ano, começou o outro e não consegui ajuda- lá como queria.
Sua mãe se foi e ela não tinha ninguém com estrutura de verdade para olhar e dizer que tudo iria ficar bem.
Seus avós maternos, já idosos e sofridos, sua tia super abalada com tudo e seu pai que muitas vezes não acreditava que isso pudesse ocorrer, não conseguiriam ter essa estrutura.
Não era um familiar meu, mas meu chão ali mesmo se abriu. Corri para tia do meu marido, psicóloga clínica, especializada em pessoas com câncer terminal para saber se teria algo que pudesse fazer.
Ela sabia de tudo, principalmente da minha angústia com o futuro de Clarinha.
Eu sabia que ela iria crescer, continuar a vida  e que era criança, mas uma perda dessas com a idade que ela tinha e a falta de “estrutura” psicológica da família diante de tudo me fez ficar mal por muitos e muitos meses.
Hoje convivo com uma saudade da Ana, que pude ter tão perto e aprender demais com ela, mas convivo também com a minha frustração por não ter sido permito agir como queria, podia e deveria, pois teria feito diferente e a decepção da instituição que ao invés de abraçar o sofrimento e levantar aquela criança, preferiu deixar as coisas acontecerem como aconteceu.
Não é só uma coroa de flores no enterro ou enviar um representante na missa de sétimo dia. Acho importante olhar para criança e enxergar nela como se fosse nossa mesmo. É respeitar as escolhas da família, a idade dela, mas também perceber que ali não era só números ou o nome que ela precisava aprender e sim ser amada, acarinhada, colocada no colo, dar força, olho no olho e dizer: – Tudo ficará bem!
Sei que pra Ana foi o melhor, imagino seu sofrimento com tudo isso e tenho certeza que no futuro poderei um dia ter uma conversa com clarinha e contar o quanto sua mãe foi forte e especial.
Meu sonho quanto pedagoga é encontrar uma escola perfeita, mas enquanto vou me frustando com tudo isso, vou seguindo na minha certeza que ser pedagoga é muito mais além de um A, E, I, O, U.
Para nós mães, fica o exemplo de força e coragem da Ana e o aprendizado que os problemas e medos precisam ser tratados o quanto antes. Mesmo que nos cause mais medos ainda ou o que nos faça sofrer um pouco.
Precisamos ser fortes para lidar com os obstáculos que surgem durante a vida e ter sabedoria para passar para quem tanto amamos a realidade de uma maneira mais delicada ou menos sofrível, esse é o nosso maior desafio.
Beijos saudosos dessa Tia Mari que tem muita história pra contar.
13 fev
Chá Revelação.

Oi gente!

Finalmente as fotinhas e o esperado video do chá revelação que fiz essa semana para toda a família. O papai não sabia que iria acontecer a surpresa e nem que eu já sabia  o resultado da sexagem fetal.

Contei com ajudas mais que especiais de pessoas que fizeram tudo como eu sempre sonhei em apenas dois dias.

A Kiara ficou com a decoração e ela me abraçou de uma maneira que não tem como explicar alguns contra tempos ocorreram e ela estava la para me ajudar. Também contamos com as peças da Any da Meubles de partie.

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As lembrancinhas ficaram por conta das meninas da Mimus personalizados. Elas fizeram a arte, os bloquinhos, caixinhas com deliciosos biscoitos, as tags, bandeirolas e todas as plaquinhas utilizadas no cha.

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O doces finos ficaram por conta da Mariana Parini (lindos e gostosos) os brownies e os brigadeiros ficaram por conta da Sniff brigadeiros e os brownies foram sucesso com as crianças.

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A celebrart também me ajudou com os pratos e talheres descartáveis combinando com a mesa para o momento do bolo e Mariana Vita que me enviou a caixinha com os cupcakes para o momento da revelação.

Espero que tenham gostado, corram no insta da turma que tem todos os colaboradores marcados e não deixem de se inscreverem no canal da turma no youtube e curtir nossa fanpage.

Beijos da família Trololo e até a próxima.

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30 jan
A descoberta da minha gravidez.

Olá queridas!

Sempre quis falar um pouco da minha experiência como mãe do pequeno Davi, porém, faltava um “canal” para dividir meus medos, alegrias e descobertas.  Quando descobri que estava grávida, fui pega realmente de surpresa pela noticia que iria mudar minha vida por completo.  Eu namorava há anos com o meu #marido Diogo, mas havíamos passado por uma forte turbulência no nosso relacionamento (nem havia chegado ainda a crise dos sete anos heim? Kkk), quando ficamos separados por nove longos meses, reatando exatamente no dia do aniversário dele, em 13 de maio de 2009 (marquem esse dia) e tudo corria bem, voltando ao seu normal (é sempre bom e diferente voltar o namoro né?).

O tempo passou, estávamos bem, até que em setembro do mesmo ano, a “danada” (ciclo menstrual) não veio e mesmo achando que não estava grávida, o medo era maior do que a vontade e a coragem de tirar tudo a limpo.  Fiz exame de farmácia, deu negativo e um sentimento de alivio me bateu, até que fui convencida a fazer o exame de sangue e fiz! Resultado? Grávida até debaixo d’água, segundo minha médica.    Ansiosa, soube do resultado por telefone, minha amigona, Déa, pegou o exame, eu estava com a minha “chefa” no carro e o chororô foi muito grande (imenso, gigante, enorme mesmo!), me acalmei, parei, pensei, pensei e pensei…  Após muita reflexão, eu decidi contar para ele #marido, ensaiei um milhão de vezes a maneira como iria contar, mas na hora, tudo foi como não planejei.  Ele quando soube? Quase me engoliu (literalmente), falou, falou, falou e eu só fazia chorar… Medo? Muito! Como eu iria ser mãe? Estava preparada? E agora? Minha família? A família dele? Meu trabalho? Vou casar? E se ele não quiser?  Era tanta coisa, que não sabia nem por onde começar.  Passei a noite em claro e no outro dia foi tudo bem pior.   Falar para as pessoas, encarar ele, #marido, pessoalmente e ter a conversa que iria mudar nossas vidas.

eu e diogo

Um turbilhão de coisas novas foi acontecendo e a gente se acostumando com a idéia. Cada mês uma sensação nova e junto, um medo novo também (sempre digo que estar grávida é maravilhoso, mas cada mês é um medo diferente… ouvir coração, ver se tudo esta bem, engorda, emagrece).  Lembro bem da minha ansiedade para descobrir o sexo do meu bebe, cada visita ao médico, cada ultrasom, olhar o meu neném se formando, tudo isso se resume em uma palavra, emoção. Todas as vezes que assistia meu ultrasom chorava, aquele pontinho na imensidão escura significava a existência de uma vida dentro de mim, um neném que eu já amava mais que tudo.  Há cada visita no medico (foram muitas), surgia a pergunta: é menino ou menina? Era muita ansiedade, só quem passou sabe o quanto ficamos nervosas nesse momento.  Quanto ao nome (sim, Foi a mamãe aqui que escolheu…), Davi ou Maria Luisa e veio meu pequeno Davi.  Primeiro menino por parte da minha família, formada na maioria por mulheres, tenho 3 irmãs mulheres, uma sobrinha mulher e até a minha cachorra, a fofucha, é fêmea… afff!

Entre exames, compras para o enxoval, ainda tínhamos que montar nossa casa, pois é, ele #marido quis casar comigo ehehhee, e não havia nada melhor do que juntos começarmos a nossa vida de verdade, e finalmente chega o dia da ultima consulta com minha querida medica e anjo da guarda, Isabel Morato, quando fiquei sabendo que chegou a hora de marcar o parto (foi cesárea, ele estava laçado), a placenta esta ficando envelhecida e já era o momento de ver meu pequeno Davi. Eu tinha duas opções para escolha da data, eu poderia ter na quinta- feira, dia 13/05/10 ou na sexta- feira, dia 14/05/10 e sabem o que escolhi? Dia 13/05/10, nada mais do que o dia do aniversário do meu #marido, então imaginem a emoção de todos da família, a dele e a minha, por estar proporcionando esse momento único e especialíssimo a ele.

Ansiedade era meu nome.

Relamente nasce uma família. Mamãe, papai e Davi

Davi veio ao mundo cheio de saúde, muito lindo (lindo mesmo heim?!), parecia um boneco dos olhos azuis e cabelos ruivos (não sei a quem ele puxou… hehehehe) e com o nascimento dele, nascia uma mãe, uma nova mulher, com outros tipos de descobertas, angustias e alegrias, mas cheia de amor pra dar e uma vontade imensa de viver tudo aquilo que sempre vivi na minha profissão como pedagoga e que agora iria poder usar na minha própria vida. Será que dei conta??

E nossa conversa continua… com as próximas etapas vividas (muita coisa aconteceu).

Beijos

Tia Mari

29 out
“MINHA SAGA RUMO A SÃO PAULO”…

Tudo programado para mais um passeio em família, dois meses de antecedência para que nada ocorresse de uma forma errada, passagem, hotel, programação, etc. Simplesmente TUDO! Até o dia da viagem…

Como sempre o meu medo de viajar, de esquecer algo, ou de alguma coisa dar errado começa a me rondar e eu começo a checar tudo (só que dessa vez fui checar no mesmo dia de embarcar), pois é! Dessa vez, eu, que sou tão perfeccionista com tudo, não fiz minha mala com antecedência. Semana de mudança, atropelos no trabalho e uma noite antes de viajar, onde eu havia me programado para arrumar tudo, capotei de sono (oh! Culpa).

Iria aproveitar minha ida a São Paulo e reencontrar minhas amigas blogueiras de maternidade, conhecer novas amigas e seguidoras. Ansiedade a mil e lá fomos nós, a família, #trololodemel rumo a Sampa.. uhuuuu!!!

Rumo aonde mesmo?

A Sampa?  #soquenao.

A felicidade durou até o momento do check in, onde escutamos:

– documentos da criança, por favor?

– oi? Olhei para #diogomarido e disse: cadê a certidão de Davi?

– ele logo falou: você não trouxe?

Já imaginaram minha cara? Meu coração quase saltou pela boca, minhas mãos geladas e eu me sentindo a pior das piores.

Daí que começa “MINHA SAGA”…

Corremos para pedir que alguém trouxesse o mais rápido possível a certidão de nascimento do Davi para que conseguíssemos embarcar, o check in foi feito, mas embarcar só com a documentação da criança (até fiz um post sobre viagens com crianças que vocês podem ver AQUI).

O tempo passava, eu me aperreava cada vez mais e nada do documento chegar… A hora dos portões fecharem se aproximava e eu até tentei apresentar a Xerox, mas só poderia realmente com a original. O sangue fervia dentro de mim, não pelo fato de me exigirem a documentação (estão mais que certos… é lei.), mas em ver que a atendente da companhia estava com aquela cara de superior, se achando à poderosa sabe? Aiiiiin que raiva!

O documento chegou 10 minutos antes do vôo sair e já sabem o que aconteceu né?  Não conseguimos embarcar.

Genteee!!! Choreiii muitooo.

Foi um sentimento que não sei nem explicar, a cara do marido me culpado foi o pior (e eu pensando por que minha culpa? Tudo eu é?).  Fomos para casa em silêncio não acreditando no que havia acontecido.

Passei a noite tentando resolver, marido ligando para companhia aérea para alterar para o voo mais próximo e nada de colaborarem, até que resolvemos não ir mais.

Passei a noite pensando e resolvi tentar mais uma vez na manhã seguinte, acordei mega cedo, liguei e finalmente consegui uma vaga para embargar pela manhã, foi quando resolvi viajar sozinha mesmo e pelo menos aproveitar o encontro com as amigas e participar do WonderMomsbr em ação.

Mala feita, toda pronta, rumo ao aeroporto… Chegando lá o coração que não me deixa ir tranqüila por deixar meus amores que estavam em minhas programações, mas maridão nota 1000 me incentivando sempre e FUI!!!

Cheguei a Campinas (só tinha voo para Lá) e mais uma vez a companhia aérea (azul) me irrita, 30 minutos aguardando minha mala e o que aconteceu? Perdi o translado que me levaria para Alphaville ao encontro das minhas amigas que estavam no shopping onde ocorria o encontro.

Só ficava pensando “não era para eu ter vindo, tudo dando errado”. Ligo para minha amiga Letícia e ela me salva…

Quase 1h de Campinas até Alphaville, mas confesso que valeu demais (não me arrependo de jeito nenhum) kkkkk

Cheguei, reencontrei várias amigas, conheci novas amigas virtuais, conheci minha querida amiga Kelly, @donadecasamoderna (fiquei super emocionada), várias seguidoras que me abordaram de uma maneira toda carinhosa, me fazendo sentir uma gratidão sem tamanho e ver o quanto meu trabalho é reconhecido (obrigado a todas!).

Após o encontro e novas amizades, sai para jantar e conversar com a amiga Letícia (imaginem duas mães blogueiras juntas) e no outro dia rumo a minha casinha, meus amores e a saudade, que por mais curto que seja o tempo, ela sempre é enorme e quase não cabe no peito.

Acordar mega cedo, morrer de frio e partir!! Levando na bagagem muitos mimos, lembranças, carinho e uma amizade que quero para vida toda. (Lê tu sabe que te adoro né?).

E assim foi…

O que tirei de lição disso tudo? Que a pressa é inimiga da perfeição (kkkkk) e a partir de agora jamais deixarei nada para ultima hora, organização é necessária sim, principalmente quando temos uma criança envolvida. Paciência também é fundamental.  Uma dica para nós mamães em relação à documentação dos nossos pequenos é providenciar a carteira de identidade, praticidade numa situação dessas.

* Vocês sabiam: As digitais da criança são formadas no 6º mês de gestação e permanecem iguais por toda a vida. No caso de a criança ser sequestrada, em qualquer momento de sua vida que for emitir a Carteira de Identidade, será prontamente reconhecida e localizada.

E nada como voltar para o calor da minha cidade e ter meus amores comigo.

Se eu vou novamente? Claro que vou é só chamar.

Beijos

Tia Mari

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Amigas Blogueiras

05 out
Minha viagem sozinha.

Oi gente!

Como todas sabem  fiz minha primeira viagem sozinha, pois é! Sozinha mesmo, sem marido e sem filho.

Quando recebi o convite da Mead Johnson para participar do evento no Rio de Janeiro, o impulso foi imediato e aceitei (por um momento esqueci que sou MÃE e esposa).

Após desligar o telefone pensei: e agora? Davi, #diogomarido, meu trabalho, minha vida, tudoooo! Liguei imediatamente para o maridão e como sempre ele super apoiou (meu marido é show… meu maior e melhor amigo/incentivador) e me lembrou que eu não estava indo para o Japão… kkkk e que só iria passar uma noite fora de casa (isso mesmo, APENAS uma noite) e eu com todo meu drama e meu medo.

Medo do avião (pânico na verdade!), medo de deixá-los, medo de ir sozinha (sou medrosa, eu sei ta?) e milhões de coisas passando na minha cabeça.

Foi um “sofrimento” que durou uma LONGA semana, até chegar ao aeroporto quando eu quase morro, mas de tanto chorar. Chorei tanto, mas tanto, que meu filho olhou para mim e disse: “calma mãe! Eu vou tomar banho, ficar cheiroso, tomar meu gagau (leite na mamadeira) e brincar com meu pai. (isso mesmo! Ele não estava nem tchum para mamãe medrosa e chorona dele).

Meu marido conseguiu fazer com que eu entrasse na sala de embarque e foi embora (medo que eu quisesse voltar com eles). Dentro da sala liguei milhões de vezes para ele querendo desistir e voltar para casa, mas ele lá me dando força e dizendo: vá! É isso que você sempre quis ser reconhecida pelo seu trabalho. (fui à única no nordeste a ser convidada. mega feliz!).

Entrei no avião e lá se foram longas três horas de puro pensamento (a gente pensa tanta bobagem né?). Confesso que tinha medo de morrer, mas acho que o meu maior medo e minha maior certeza (pode ser que algumas de vocês também tenham) é saber que ELES vivem sem a gente.

Sabe aquele medo enorme de não fazer falta? Pois bem! Viajei assim. A gente reclama que vivemos sobrecarregadas, que é filho, marido, trabalho, casa… Tudo eu, tudo eu. Mas quando nós saímos da rotina queremos voltar. Garanto que é assim! Por melhor que seja estar “só” por algum momento, pelo menos pra mim, esse momento passou rápido e logo bateu a saudade de estar com eles na hora de dormir. Sentir o cheirinho do meu #trololodemel antes de deitar, colocá-lo para fazer xixi, dar seu gagau e ficar com o marido de pés colados até dormir.

Hoje não me vejo mais só, acho que uma casa vazia deve ser quase um castigo para uma pessoa. Escutar o barulho que eles fazem, meu #trololodemel me chamando o tempo todo, até das reclamações do marido senti falta… kkkkkk

Acho que precisamos refletir um pouco sobre como estamos levando nossas vidas (pensei nisso tudo em uma noite fora de casa #aloka), organizar mais nosso tempo, ou pelo menos, tentar, mas nunca deixar de aproveitar as oportunidades (elas podem deixar de acontecer novamente).

A gente vai, mas logo volta e eles esperam que nem sentem (se eu não tivesse ido estaria arrependida pode ter certeza).

Foi tudo tão legal! Conheci minhas amigas de instagram #asblogueiras, fiz novos contatos, conheci Giovanna Antonelli, #DonaHêlo, conheci o novo produto da Mead Johnson, que por sinal, é maravilhoso, aprendi e voltei. Voltei para minha casa, onde encontrei tudo como deixei, encontrei um filho super feliz em me ver novamente, encontrei um maridão com saudade e orgulhoso por ver sua #gorda superar mais um medo e principalmente, voltei para minha rotina que tanto reclamo, mas que adoro.

Se surgir outras oportunidades? Eu vou aceitar novamente sem pensar. E se bater o medo? Vou lembrar que tudo passa!

(*Alô! Alô empresas do mundo infantil Tia Mari quer viajar pelo mundo heim? kkkkk)

Beijos zamores

Algumas fotinhas que eu tirei no celular 🙂 A primeira foto foi para mostrar o olho inchado de tanto chorar. kkkk

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06 ago
#batalhadasbonitas

Oi gente!

Estava super ansiosa para fazer o primeiro diário sobre a #batalhadasbonitas, mas quem disse que o tempo me permitia…? kkk

Quando eu e a Mirela aceitamos realizar essa batalha, no começo fiquei aterrorizada em pensar que realmente teria que deixar de lado meus hábitos alimentares infantis, pois é, segundo meu marido, eu tenho uma alimentação de criança, adoro um toddynho, biscoito, refrigerante, doces e tudo que for besteiraaaa a formiguinha aqui traça.

A primeira coisa a ser feita? Ir à consulta com minha nutri linda Dra. Tamyris Farias (@tamyrisfarias), claro! (melhor não poderia existir). Gente, foi um choque de realidade, daqueles de querer chorar sabe? Tudo que ela me falou foi às claras, por isso que confiei de primeira. Nada de falar o que “eu queria ouvir”, estava lá para enfrentar a realidade, que já estava mais que “aparente” em todo o meu corpitchoooo arredondado… kkkkk

Quando ela fez todo o estudo, veio a minha dieta, que na verdade foi uma reeducação alimentar (precisava e muito). Quando chegamos em seu consultório, ela sobe a gente para na máquina da verdade, e que verdade! Eu queria jogar aquela danada pela janela, por me “falar” tantas coisas verdadeiras que nunca quis enxergar.. EU SOU UMA FALSA MAGRA??? NÃOOOOOOOO!!! (só pensava em como iria contar para #diogomarido uma coisa que ele VIVIA me dizendo. Aiiiii)

E lá diz TUDOOO gente, pense numa “bixinha” danada…

Após esse processo sentamos e conversamos sobre tudo o que podia (quase nada) e o que não podia (quase tudo). Ela me passou a bendita dieta para me reeducar e não é que me comportei durante todo esse mês? Ta aí! Gostei de ver meu empenho..

Introduzi o café da manhã como hábito, coisa que quase nunca eu fazia, aprendi a comer de 3 em 3hs, voltei a tomar muita água, chá verde, organizei o meu almoço e jantar bem melhor. Dia 14/08 estarei voltando para ela e conto as novis.

A segunda parte foi o acompanhamento com a clínica de estética Skinny, fiz a avaliação com uma fisioterapeuta, que tirou foto do antes e fez todas as medições necessárias para o acompanhamento. Ela me indicou 3 tratamentos para o meu tipo de problema, que foram: a massagem modeladora, o cellutec (que eu ameiiii e já percebo a total mudança) e a rádio frequência, para flacidez da barriga.

A terceira parte fica com o nosso treinamento funcional na Jaqueira, todas as terças e quintas, que é comandada pela professora Ana Lucia (@analutol), que sabe muitoooo do babado viu?

Começamos com a caminhada 200m e os trotes 200m até conseguirmos pegar o ritmo da coisa. Nossos exercícios são baseados no pilates que é ótimo para postura e abdômen (meu foco). A Ana é professora de pilates e dona de academia. Se alguma mamãe daqui de Recife estiver querendo entrar nessa batalha pode enviar um email que explico bem direitinho como funciona, através de contato@turmadatiamari.com.br

A quarta parte é a #mamaenaturma ter seu tempo para cuidar da beleza, parar para relaxar, conversar e ficar linda para o maridão. A turma fechou uma mega parceria com o salão Platz Studio, na estrada com Encanamento, Casa Forte, aqui em Recife/PE, e estou amandoooo o atendimento das meninas e toda a estrutura que o salão nos proporciona. #trololodemel me acompanha quase sempre e também adora, principalmente os mimos que recebe das meninas.

Todos os nossos parceiros estão no meu instagram @turmadatiamari e vocês também podem acompanhar todas as suas dicas e a hastag da #batalhadasbonitas.

Deixo aqui uma foto minha no são João desse ano e uma que tirei domingo passado.. to mega feliz com o resultando de “tão pouco” tempo que já mudou muito.

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#tiamarimagrinha

Beijoooos e quero ver vocês na batalha heim?

Tia Mari. 🙂