Maternagem.

26 fev
Maternagem.

Maternagem - Divulgacao (1.2)

A cada criança que nasce, surge uma mãe repleta de novas descobertas. E para ajudar mamães de primeira viagem, as blogueiras Ananda Urias (Meu Dia D Mãe) e Mariana Lindoso (Turma da Tia Mari) iniciam o projeto Maternagem, que tem o objetivo de promover cursos ministrados por especialistas da área. Ostart é no dia 28 de fevereiro, na Euphorie Festas, das 9h às 12h, com debate liderado por ginecologistas e obstetras do Ellas Saúde da Mulher e da nutricionista Tamyris Farias. Grávidas interessadas podem adquirir ingresso na Euphorie ou pelo email  maternagembrasil@gmail.com. O investimento é de R$ 80.

Euphorie Festas - Fachada - Imagem Michele Tyszler 3

No primeiro encontro, as profissionais falam sobre parto ideal; importância de uma alimentação balanceada; vida sexual na gestação; hipertensão e diabetes gestacional; pré-natal. E no encerramento, as bloggers Nanda e Mari trocam experiências com as participantes num bate-papo descontraído.

Parceiros – O encontro conta com uma linda mesa de chá de bebê decorada pela Comemore Design de Eventos, bolo de Paula Vieira Caker Designer e docinhos da Sniff Brigadeiros e Dessert Recife, tudo para inspirar as mamães com ideias para o chá. A identidade visual do evento é da Fabrica Design. Os cliques ficam com  Nathy Lugon Fotografia Infantil.

Serviço:

Curso Maternagem/Primeiro encontro

Quando: 28 de fevereiro

Horário: 9h às 12h

Local: Euphorie Festas (Estrada do Encanamento, Parnamirim, nº 389)
Investimento: R$ 80

Ingressos: Na Euphorie Festas ou pelo  e-mail maternagembrasil@gmail.com (vagas limitadas)

Mais Informações:

@meudiadmae

@turmadatiamari

18 jan
Coleção Dedoches Culturais.

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Olá gente! 

Estão lembrados da promoção que está rolando com os produtos da Johnson’s Baby? Por aqui a coleção dos deboches culturais foi o maior sucesso e as histórias já fazem parte da rotina de leitura do meu pequeno. 
Pra quem ainda não viu o post sobre a promoção vou explicar novamente. 

Vocês irão encontrar 5 kits diferentes e os kits são colecionáveis. Na compra de um shampoo 400ml ou um sabonete líquido 400ml (ambos de qualquer versão) você ganha 1 kit formado por 01 dedoche e 1 livrinho de cada personagem com uma ótima linguagem para contarmos as histórias para os nossos pequenos. 

Os produtos que estão participando são: shampoo cheirinho prolongado, cachos definidos, cabelos claros, gotas de brilho, aquele tradicional amarelinho e os sabonetes líquidos de aveia e Milk.Algumas cidades ainda tem a coleção e vocês encontram nas principais lojas da rede Bompreço, Hiper Bompreço, Farmácias Guararapes e Drogarias Big Ben.Não fiquem de fora e colecione você também. 
#FicaaDica #DicasDaTiaMari 
26 nov
Novidades JOHNSON’S Baby.

Oi gente!

Essa semana chegou aqui em  casa uma novidade da linha JOHNSON’S baby. É uma coleção super fofa e bem educativa chamada “Coleção Dedoches Culturais”, uma forma de valorizar e resgatar alguns personagens da cultura popular do Norte e Nordeste. Para matar essa Tia Mari de orgulho em ver uma empresa tão grande valorizando o meu Nordeste amado.

Vocês irão encontrar 5 kits diferentes e os kits são colecionáveis. Na compra de um shampoo de 400ml ou um sabonete líquido também de 400ml (ambos de qualquer versão) você ganha 1 kit formado por 01 dedoche e 1 livrinho de cada personagem com uma ótima linguagem para contarmos as histórias para os nossos pequenos.

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Os produtos que estão participando são: shampoo cheirinho prolongado, cachos definidos, cabelos claros, gotas de brilho, aquele tradicional amarelinho e os sabonetes líquidos de aveia e milk.

E vocês encontram nas principais lojas da rede Bompreço, Hiper Bompreço, Farmácias Guararapes e Drogarias Big Ben.

Por aqui o sucesso foi grande já que o #TrololoDeMel adora um livrinho e curtiu bastante o Caco, o caboclo de lança, mas nessa coleção também tem o Biu, o boi; Hani, o indiozinho; Neco, o forrozeiro e Dida, a baiana.

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11 nov
O quarto do #TrololoDeMel.

Oi Gente!

Sempre que posto uma foto de Davi no quarto dele muitas de vocês perguntam onde comprei os móveis, com quantos anos eu coloquei ele na cama e me desfiz do quarto de bebê. Então resolvi gravar esse vídeo para vocês conhecerem um pouco mais do cantinho do #TrololoDeMel.

Vamos lá assistir? Não deixem de se inscreverem em nosso canal.

https://www.youtube.com/watch?v=_0hjdSTfCP8

Espero que gostem. Beijos!

16 set
Final de Semana em Porto

https://www.youtube.com/watch?v=HwUxE1GTSaM

Fomos convidados para passar um final de semana de curtição em porto de galinhas. O novo espaço kids do hotel Village a #VilaBrincante está um sucesso e por aqui (eu e o #TrololoDeMel) adoramos.

Hotel sai do lugar comum da recreação e investe em espaço especialmente projetado para crianças de todas as idades

Deixar as crianças livres para brincar a vontade e soltar a imaginação. Essa é a proposta da Vila Brincante do Hotel Village Porto de Galinhas, que será inaugurado no fim de semana do Dia das Crianças. São 250 m² de pura diversão. São várias atrações que focam em atividades inteligentes e lúdicas, como a quitandinha, onde as crianças podem fazer sua própria “feira”, a casa da seria, com mini-cozinha e mini-sala de jantar, o barco pirata, embarcação de tamanho real, construída por uma barqueiro da região, além do cantinho da leitura, cineminha 3D, quadra de basquete e muito mais.

A Vila é de todos, desde as crianças maiores que adoram a quadra de basquete até dos bebês de colo, com um espaço multicolorido, com brinquedos educativos e especialmente projetado para garantir toda a segurança que eles precisam.

A abertura oficial será no dia 10 de outubro. Mas a Vila Brincante já funciona desde o dia 30 de agosto, em sistema soft open, com 90% das suas atividades a pelo vapor. E ela já é sucesso entre os pequenos. Os primeiros dias foram de casa cheia, mas sem deixar de lado as piscinas e o sol de Porto de Galinhas que tem lugar garantido na programação da garotada. Contudo a nova onda é: sol, piscina e Vila Brincante.

Inauguração do Espaço Vila Brincante
Dia 10 de outubro de 2014
Hotel Village Porto de Galinhas, Rodovia PE 09, KM 5.5, Porto de Galinhos, Ipojuca, PE.
 www.villageportodegalinhas.com.br

Vale conferir!

#PublipostDaTurma

26 ago
Fazendo seu soprador de bolinhas de sabão.

download

Qual criança não gosta de brincar de bolinha de sabão? Então que tal você fazer junto com seu pequeno o seu próprio soprador de bolinhas ? No vídeo de hoje no #CanalDaTurma tem um passo a passo bem fácil de fazer.

Vamos lá conferir?

https://www.youtube.com/watch?v=NnkUvOl47HI

Segue a receita para fazer a bolinha de sabão também

Receita:
1/2 copo de detergente
1 litro de água
60 ml de glicerina

16 ago
Hoje é o último dia de ofertas do Shopping Fiat, corra!

Parquinho (Foto Giovanni Costa)

É até este sábado (16), até as 19h, que as revendas Fiat do Recife – Viasul, Fiori e Italiana – sediam o Shopping Fiat, em que carros estão sendo comercializados a preço de feirão e com conforto de loja. Os descontos em alguns modelos da marca estão acima de 10%, e os pais ainda podem levar os pequenos para brincar enquanto escolhem o seu predileto. As lojas estão abastecidas com Espaço Gourmet e diversões para a criançada: cama elástica, piscina de bola e oficinas de reciclagem, entre outras atividades.

A promo é grande: o preço do Grand Siena Attractive 1.4, por exemplo, caiu de R$ 44.660 para R$ 39.990, com três anos de garantia para motor e câmbio.

O que você está esperando?

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Roleta de premios (Foto Giovanni Costa)

 

15 ago
Sobre as despedidas.

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Pais e filhos geralmente estão muito conectados e por isso os momentos de despedidas não costumam ser confortáveis, especialmente quando falamos em crianças menores. Diante de momentos assim, costumamos ouvir mamães e papais relatando sensações de aperto no coração, tristeza, culpa e desejo do reencontro rápido. Muitos têm a oportunidade de estar junto de seus filhos em tempo integral e vivenciam esses sentimentos por um período mais curto – algumas horinhas – quando há compromissos “extras”; outros, porém, não podem fazer essa escolha e precisam separar-se (fisicamente) de seus filhos por um tempo mais longo do dia. Entretanto, em TODOS os casos, seria injusto esperar que as crianças não sintam essa ausência ou até mesmo que reajam da mesma forma todas as vezes em que isso acontecer.

Na verdade, dependendo do tempo da separação ou da forma como isso aconteceu, as reações podem ser as mais variadas. Muitas vezes, as crianças podem ser receptivas a esses pais que acabaram de chegar e recebê-los imediatamente com muita alegria; noutras, elas podem reagir da forma como menos desejávamos ou imaginávamos: protestando, não permitindo a aproximação imediata, se isolando ou até mostrando mais interesse em estar com quem cuidou dela durante aquele tempo… E é importante que isso seja respeitado e compreendido, porque é a forma que os pequenos encontram para falar de seus sentimentos, para nos contar o quão difícil foi não estar junto. Respeitar esses sentimentos e essas reações significa também respeitar o tempo da criança. Ou seja, não force esse contato imediato, caso ela ainda não mostre conforto para tal. Espere o tempo dela, até que ela consiga lhe “receber”. Enquanto isso, esteja junto, mas da forma como for confortável pros dois.

A fala é uma das aquisições mais esperadas pelos pais nos primórdios do desenvolvimento dos filhos. Vêm as primeiras palavrinhas, as frases e as “pérolas” com aquelas tiradas mais inusitadas que só as crianças sabem soltar! Até que nos damos conta de que nessas falas há uma pessoinha que pensa e sente tanto quanto você, logo, a comunicação (verbal ou não) estabelecida entre vocês não diz respeito apenas aos sons das palavras, mas também à qualidade de uma relação e, portanto, a quem sou a partir do que comunico. Falar a verdade, omitir, ou mentir, ter a iniciativa de falar ou esperar que o outro se pronuncie, dizer em alto e bom som ou baixinho para quase ninguém escutar, expressar a toda hora ou só nas últimas, tudo isso compõe padrões de comunicação que a criança apreende de seu meio, com aqueles de seu convívio. Mas o que a comunicação tem a ver com a despedida?

A transparência da comunicação familiar pode ser um ingrediente bastante favorável para que essa despedida aconteça de modo mais natural. Destacamos então a importância de não privar a criança da real razão para vocês, pais, se ausentarem. Por mais que o “volto rapidinho” possa ter a intenção de “aliviar” a ansiedade da criança ao seu retorno, se ela não condiz com a realidade, tal distorção interfere na relação de confiança entre pais e filhos. O mesmo vale para compromissos ou imprevistos que venham a acontecer fora do “roteiro”: manter essa informação em segredo pode dar a falsa ideia de que você não só descumpriu o combinado, como também não foi leal com seu filho, privando-lhe da oportunidade de agir sabendo da verdade. Como exigir que os filhos contem sempre tudo, se na sua relação com eles a recíproca não é verdadeira?

O diálogo é sempre uma ferramenta riquíssima de cuidado e é ele, mais uma vez, a nossa principal sugestão. Conversar com a criança sobre como será o seu dia e o dela é excelente para ajudá-la a organizar-se emocionalmente e a “receber” as possíveis despedidas de forma mais confortável, pois ela já tem ideia do que vai acontecer. Vocês, pais, podem, por exemplo, conversar na hora do jantar sobre como será o dia seguinte – os compromissos individuais e o que farão juntos. E na hora da despedida, podem construir juntos algum ritual, como por exemplo, mandar um beijo pela janela, eleger um gesto só de vocês ou falar algo especial para a criança. Os rituais são muito reconfortantes e também ajudam os pequenos a se familiarizarem com as situações do cotidiano. Desenvolvê-los pode ser uma forma muito legal de ajudar a criança a se sentir mais confortável diante dessas situações de separação que fazem parte do dia-a-dia.

As crianças têm um potencial enorme para o desenvolvimento e crescimento pessoal. Acreditar nesse potencial pode nos ajudar a estar um pouquinho mais confortáveis nesses momentos tão importantes e, consequentemente, a nos sentirmos mais a vontade para conversarmos sobre tudo isso de forma transparente. Quando existe transparência na relação, o vínculo é fortalecido, as crianças se sentem mais seguras e com espaço para falar de seus sentimentos. Por sua vez, quando o vínculo é bem construído, nós (e as crianças!) também aprendemos a carregar quem amamos do lado de dentro; porque nem sempre é preciso estar perto para estar junto!

Marina Férrer e Thaís Azevedo são psicólogas e integrantes do @nucleocriad

14 ago
Shopping Fiat: descontos especiais para adultos e distração para as crianças.

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Oficina de reciclagem, piscina de bola e cama elástica são alguns dos atrativos que o Shopping Fiat disponibiliza para os pequenos que forem acompanhar os pais na compra do seu novo Fiat entre quinta (14) e sábado (16). Das 8h às 19h, o feirão, que acontece nas seis revendas da marca no Recife (Fiat, Via Sul e Italiana), oferecerá descontos acima de 10% na compra de alguns modelos. Enquanto os pais escolhem o carro ideal, os filhos poderão aprender a reciclar garrafas Pet, latas e papelão, transformando-os em peças de decoração e carrinhos.

“A nossa ideia é oferecer, além de descontos, uma experiência agradável para as crianças e os casais. O objetivo é tornar a compra do Fiat um programa prazeroso, confortável e agradável, além de financeiramente vantajoso”, explica César Mafra, gerente regional da Fiat.

Durante o feirão, as concessionárias comercializarão carros completos, como o Novo Uno Uno Vivace 1.0, cujo preço caiu de R$ 33.920 por R$ 29.990, completíssimos, a valores bem mais baixos, com airbag duplo, ABS e três anos de garantia para motor e câmbio, itens que não existiam para o modelo 2011, de maneira adicional.

Vamos fazer uma visita?

#ParceirosDaTurma #PublipostDaTurma

17 jul
Violência gera (muito mais que) violência.

violência doméstica

Atire a primeira pedra qual casal nunca brigou. Independente do status em que o relacionamento se encontra, em algum momento o casal diverge e ambas as partes investem em defender suas opiniões. E isso é saudável! Ajustar uma calça que está folgada, por exemplo, pede uma reforma, mexendo aqui e ali para que se possa vesti-la melhor. O mesmo vale para o relacionamento a dois: discute-se e “rediscute-se”, para (re)definir uma melhor estrutura da situação. No entanto, há uma grande diferença entre conflito e violência. Se tal distinção pode ser difícil para alguns adultos, imaginem como o é para os filhos…
 
O conflito entre o casal, quando isento dos elementos de violência, pode ser benéfico não só à relação conjugal, mas também para a criança, uma vez que esta é a experiência como seus pais lidam, de maneira saudável, com situações conflituosas. Isto é, ilustra-se à criança que diante da discórdia, é possível administrá-la sem perder o respeito e consideração pelo outro, instruindo-lhe à superação, discernimento e maturidade numa relação. É esse exemplo de “manejo de conflito” que a criança irá levar para suas relações com coleguinhas, professores, etc.
 
Por outro lado, há conflitos em que a violência é utilizada como uma forma de “resolver” o problema. A violência não se resume ao ato de machucar o outro fisicamente; ela ocorre também no âmbito verbal (xingamentos que denigrem o indivíduo, por exemplo) e psicológico (como ameaças). Da roupa fora do lugar ao atraso no horário previsto para chegar em casa:  tantas maneiras (saudáveis) para se apurar o ocorrido, mas, instantaneamente se escolhe o grito e semelhantes agressões como alternativa de defesa ou acusação.
 
É comum o automatismo dos pais, quando a criança os flagra em meio a algum episódio de violência do casal, mandá-la para o quarto ou dizer-lhe que “isso é coisa de adulto”, como forma de proteger os filhos de assimilar o ocorrido. Diante disso, os filhos podem se sentir confusos e inseguros diante do fato de terem presenciado uma atitude de desrespeito entre os pais. E pensando assim, a tendência é eles se isolarem ou procurarem segurança/confiança em ambientes outros, longe de vocês pais. As crianças devem ser poupadas dessa exposição, como também devem (por lei!) ter direito a um lar cuja convivência favoreça seu desenvolvimento e segurança, aspectos estes que ficam prejudicados quando ela presencia agressões até nas mais sutis das versões. Dessa forma, ainda que as brigas ocorram “nos bastidores”, evitando que crianças/adolescentes assistam aos capítulos de violência diária em casa, eles são sensíveis e podem captar a hostilidade do ambiente. 
 
A denúncia da violência doméstica pode configurar-se em um passo muito custoso a ser dado pela vítima, pois ao expor sua experiência, ela a legitima e cai a máscara do “está tudo bem”. Alguns artigos científicos destacam que a denúncia costuma acontecer quando os filhos também passam a ser vítimas do agressor (quando a genitora já era agredida inicialmente). Mas será mesmo necessário esperar que a situação chegue a este ponto para pedir ajuda? Enquanto seres que aprendemos pelo exemplo, é esse o exemplo a ser passado às crianças e adolescentes? Chega a ser contraditório ainda negar ao filho a ida a determinado local com o argumento de que é perigoso, quando se está sendo conivente com a vulnerabilidade na própria casa.
 
Quando ocorre violência em seu lar, a criança sente-se desprotegida e, não raro, com sentimentos ambivalentes sobre o agressor e a vítima, de modo que a relação entre pais e filhos dificilmente será genuína diante do medo e insegurança instaurados. Estudos apontam que crianças e adolescentes submetidos à violência doméstica (sendo agredidos ou não) apresentam comprometimento em diversas instâncias de seu desenvolvimento (social, emocional, cognitivo), refletindo-se em comportamento agressivo, depressão, isolamento, baixa autoestima, ansiedade, dificuldades na aprendizagem, isto é, interferências em sua saúde psíquica.
 
Todavia, a expressão de todos esses sentimentos e sintomas (por parte dos filhos) nem sempre encontra alguém para ouvi-lo, principalmente no tocante à ambivalência dos sentimentos: por exemplo, uma mãe pode não se sentir em condições de suportar que o filho diga que, embora esteja com raiva, sente saudades do pai. Numa situação dessas, é possível que a mãe opte por instituir o silêncio como forma de digerir sua dor, no lugar de vítima de agressão do marido.  Porém, ainda que seja uma dificuldade da mãe (acolher o que o filho queira externar), é preciso que a criança ou adolescente tenha seu espaço oportunizado, dispondo opções para lidar com seus sentimentos também. Tornar o filho “aliado” de alguma das partes é responsabilizá-lo por uma participação que não o compete; a briga é entre o casal e, portanto, cabe a este a resolução.
 
Recomendamos SEMPRE, caso aconteça episódios de violência, de qualquer natureza, dentro de casa e na presença dos filhos, que os pais possam se DESCULPAR aos filhos, reconhecendo os sentimentos que os levaram a agir de tal amaneira (tristes, bravos, que perderam o controle), e que exageraram. A violência, independente da forma que se apresente, abala a confiança dos filhos pelos pais; reconhecer seu erro demonstra, dentro desse contexto conturbado, respeito aos filhos e contribui na “reconquista” dessa confiança. Recorrer à ajuda, seja judicial ou psicológica, por exemplo, é de extrema importância para que os envolvidos possam encontrar subsídios para administrar a situação. Por vezes, diante da espera por um posicionamento judicial, a criança ou adolescente manifesta interesse em contactar o agressor, fato este que pode vir a gerar ansiedade e insegurança na vítima. Viabilizar esse canal, sob sua supervisão, é respeitar um direito e sentimento que os filhos têm e cujo vínculo (pais e filhos) é eterno. 
 
Thaís Azevedo é psicóloga clínica e escolar, integrante do @nucleocriad .