Sobre as despedidas.

15 ago
Sobre as despedidas.

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Pais e filhos geralmente estão muito conectados e por isso os momentos de despedidas não costumam ser confortáveis, especialmente quando falamos em crianças menores. Diante de momentos assim, costumamos ouvir mamães e papais relatando sensações de aperto no coração, tristeza, culpa e desejo do reencontro rápido. Muitos têm a oportunidade de estar junto de seus filhos em tempo integral e vivenciam esses sentimentos por um período mais curto – algumas horinhas – quando há compromissos “extras”; outros, porém, não podem fazer essa escolha e precisam separar-se (fisicamente) de seus filhos por um tempo mais longo do dia. Entretanto, em TODOS os casos, seria injusto esperar que as crianças não sintam essa ausência ou até mesmo que reajam da mesma forma todas as vezes em que isso acontecer.

Na verdade, dependendo do tempo da separação ou da forma como isso aconteceu, as reações podem ser as mais variadas. Muitas vezes, as crianças podem ser receptivas a esses pais que acabaram de chegar e recebê-los imediatamente com muita alegria; noutras, elas podem reagir da forma como menos desejávamos ou imaginávamos: protestando, não permitindo a aproximação imediata, se isolando ou até mostrando mais interesse em estar com quem cuidou dela durante aquele tempo… E é importante que isso seja respeitado e compreendido, porque é a forma que os pequenos encontram para falar de seus sentimentos, para nos contar o quão difícil foi não estar junto. Respeitar esses sentimentos e essas reações significa também respeitar o tempo da criança. Ou seja, não force esse contato imediato, caso ela ainda não mostre conforto para tal. Espere o tempo dela, até que ela consiga lhe “receber”. Enquanto isso, esteja junto, mas da forma como for confortável pros dois.

A fala é uma das aquisições mais esperadas pelos pais nos primórdios do desenvolvimento dos filhos. Vêm as primeiras palavrinhas, as frases e as “pérolas” com aquelas tiradas mais inusitadas que só as crianças sabem soltar! Até que nos damos conta de que nessas falas há uma pessoinha que pensa e sente tanto quanto você, logo, a comunicação (verbal ou não) estabelecida entre vocês não diz respeito apenas aos sons das palavras, mas também à qualidade de uma relação e, portanto, a quem sou a partir do que comunico. Falar a verdade, omitir, ou mentir, ter a iniciativa de falar ou esperar que o outro se pronuncie, dizer em alto e bom som ou baixinho para quase ninguém escutar, expressar a toda hora ou só nas últimas, tudo isso compõe padrões de comunicação que a criança apreende de seu meio, com aqueles de seu convívio. Mas o que a comunicação tem a ver com a despedida?

A transparência da comunicação familiar pode ser um ingrediente bastante favorável para que essa despedida aconteça de modo mais natural. Destacamos então a importância de não privar a criança da real razão para vocês, pais, se ausentarem. Por mais que o “volto rapidinho” possa ter a intenção de “aliviar” a ansiedade da criança ao seu retorno, se ela não condiz com a realidade, tal distorção interfere na relação de confiança entre pais e filhos. O mesmo vale para compromissos ou imprevistos que venham a acontecer fora do “roteiro”: manter essa informação em segredo pode dar a falsa ideia de que você não só descumpriu o combinado, como também não foi leal com seu filho, privando-lhe da oportunidade de agir sabendo da verdade. Como exigir que os filhos contem sempre tudo, se na sua relação com eles a recíproca não é verdadeira?

O diálogo é sempre uma ferramenta riquíssima de cuidado e é ele, mais uma vez, a nossa principal sugestão. Conversar com a criança sobre como será o seu dia e o dela é excelente para ajudá-la a organizar-se emocionalmente e a “receber” as possíveis despedidas de forma mais confortável, pois ela já tem ideia do que vai acontecer. Vocês, pais, podem, por exemplo, conversar na hora do jantar sobre como será o dia seguinte – os compromissos individuais e o que farão juntos. E na hora da despedida, podem construir juntos algum ritual, como por exemplo, mandar um beijo pela janela, eleger um gesto só de vocês ou falar algo especial para a criança. Os rituais são muito reconfortantes e também ajudam os pequenos a se familiarizarem com as situações do cotidiano. Desenvolvê-los pode ser uma forma muito legal de ajudar a criança a se sentir mais confortável diante dessas situações de separação que fazem parte do dia-a-dia.

As crianças têm um potencial enorme para o desenvolvimento e crescimento pessoal. Acreditar nesse potencial pode nos ajudar a estar um pouquinho mais confortáveis nesses momentos tão importantes e, consequentemente, a nos sentirmos mais a vontade para conversarmos sobre tudo isso de forma transparente. Quando existe transparência na relação, o vínculo é fortalecido, as crianças se sentem mais seguras e com espaço para falar de seus sentimentos. Por sua vez, quando o vínculo é bem construído, nós (e as crianças!) também aprendemos a carregar quem amamos do lado de dentro; porque nem sempre é preciso estar perto para estar junto!

Marina Férrer e Thaís Azevedo são psicólogas e integrantes do @nucleocriad

30 jul
Você sabia que seus bebês também podem fazer Osteopatia?

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O momento do parto é muito estressante para os bebês, pois nessa hora acontecem deslizamentos, sobreposições ou separações dos ossinhos do crânio para facilitar sua passagem.

Esse processo pode causar algumas assimetrias como achatamentos ou deformidades no crânio, o que é muito comum. Geralmente voltam ao normal em alguns dias com a respiração, o choro ou a sucção.

Porém se essas assimetrias persistirem e não forem tratadas podem gerar tensões nas membranas cranianas que envolvem o sistema nervoso, e consequentemente causam pequenas alterações nas articulações do crânio e na coluna cervical levando a problemas nas saídas nervosas da base do crânio que são responsáveis pelas funções de alimentação, digestão e respiração.

Isso tudo pode aparecer como:

– irritabilidade

– choro excessivo

– padrões de sono perturbados

– dificuldade de alimentação ( sucção)

– problemas digestivos ( cólicas, flatulência excessiva, refluxo)

– assimetria da face e crânio

– infecções recorrentes (olhos e ouvido)

Não deixe isso atrapalhe a vida do seu filho(a). Agende sua sessão e resolva esses problemas.

Dra. Lorena Suassuna IG: @drasuassuna01

27 maio
Cuidando do dodói do seu filho.

E quem nunca tomou um “baita” de um susto ao escutar um choro (grito) do seu filho? A primeira coisa que fazemos é correr ao seu encontro e ver o ocorrido, certo?

Assim foi feito, certo dia aqui em casa quando o #TrololoDeMel me deu esse mega susto. Eu só não sabia que o susto era devido a um ENORME (#soquenao) arranhão no seu braço.

E esse arranhão me rendeu uma hora de muito choro, gritos, correria dentro de casa, remédio quase voando pela janela e no final de tudo… Um filho sorrindo de tudo que aconteceu.

No vídeo vocês poderão acompanhar um pouco do “aue” que foi aqui em casa e depois algumas dicas que eu usei com o Davi.

Nós mamães acabamos assumindo um pouco a função de enfermeiras e precisamos saber lidar com os machucados e muitas vezes com o drama que eles fazem nesses momentos quando tornam um simples arranhão em um grande corte no braço.

Como cuidar do machucado do seu filho:

 * Utilizar os produtos adequados (pergunte a médica do seu filho).
 
No meu caso, lavei bem o local com água e sabão, mesmo sendo apenas um pequeno arranhão, secamos bem e depois colocamos um spray.
 
* Curativos
 
Os curativos só são necessários nas regiões onde podem ocorrer atritos, fechar o ferimento pode tornar o local úmido, facilitando futuras infecções. Deixar o local do ferimento aberto faz com que a cicatrização ocorra mais rápida. No caso do Davi como tínhamos uma cena forte de drama o Band-Aid serviu mais como um consolo para ele e logo retiramos.  
 
* Muito carinho e paciência.
 
É fundamental a nossa paciência, imaginem vocês mais nervosas do que o filho (não pode né?) e com muita conversa e calma, eles se sentirão mais tranquilos e permitirão que você cuide do machucado.
 
Fiquem atentos!

# No caso de cortes mais profundos façam a mesma coisa, porém não coloquem medicamentos apenas pressione o local, assim como quedas de grande altura ou nos casos de lesões mais graves procure o hospital de emergência mais próximo ou procurem o médico do seu filho. Outra dica é não colocar receitas caseiras em cima de  nenhum corte ou arranhão. 

Beijos mamães de plantão.

 

 

 

 

10 abr
Flacidez de pele.

como_diminuir_flacidez_barriga1Muitas são as tentativas para mantermos um corpo e uma pele saudável, firme e sem flacidez. O desafio fica ainda maior para as gestantes e mamães de todas as idades pois a pele das mamas e do abdome serão ou foram “esticadas” em algum momento.

Assim como a gestação, grandes variações de peso também podem causar um estresse grande à pele podendo levá-la ao limite ou mesmo ultrapassando sua capacidade de expansão e retração. Quando isso acontece ocorre a flacidez e frequentemente aparecem as estrias.

O que determina essa capacidade? Cada pele tem um código genético próprio que programa a quantidade de fibras colágenas e elásticas que serão fabricadas para ela, “pré-determinando” portanto sua capacidade de “esticar” e também de retrair. Nessa programação infelizmente não podemos interferir.

Então, o que fazer e como podemos evitar as indesejadas estrias e a flacidez? Uma genética favorável não garante uma pele firme e sem estrias após a gravidez se os hábitos de vida não forem favoráveis. E esses hábitos começam a fazer diferença quando ainda somos crianças.

E hoje? O que fazer? Nunca é tarde para cuidar da sua pele.

1- Alimente-se bem: fujam de regimes pré-fabricados principalmente as gestantes, ele pode não funcionar com você. Vá a um nutricionista, só ele pode dizer a SUA melhor combinação de nutrientes.

2-  Hidrate-se bem. A fibra elástica da sua pele irá agradecer com uma melhor eficácia na hora de retrair.

3- Evite sol em demasia, ele desidrata e resseca a pele.

4- A vitamina C é um coadjuvante na produção do colágeno no nosso corpo por isso inclua na sua dieta diariamente.

5- Exercite-se sempre. Uma musculatura bem desenvolvida proporciona maior firmeza a pele e com isso menor chance de uma flacidez precoce.

6- E usem muito hidratante e óleos na pele pelo menos duas vezes ao dia. O mais importante porém é não desanimar e fazer isso SEMPRE.

Assim como tudo na vida o cuidado diário é fundamental para um resultado satisfatório e duradouro.

Escrito por: Dr. Marcelo Lins – Cirurgião Plástico

Contato@marcelolins.com.br

17 mar
Bioimpedância – Vulgo “Maledita”

Olá mamães!!

Hoje venho falar um pouco sobre a nova consulta de Tia Mari comigo, depois de alguns meses.

Como vocês acompanharam no ano passado, ela iniciou um acompanhamento, que deu super certo, em um mês os resultados foram incríveis! Mas, assim como algumas pessoas costumam achar, ela pensou que estava tudo sob controle e podia abandonar a nutri! E foi aí que ela errou feio! O acompanhamento para manutenção dos resultados muitas vezes é até mais importante do que para o emagrecimento. Com isso, ela recuperou todo o peso perdido e pela nossa avaliação, está até com mais gordura do que quando iniciamos ano passado. :/

E falando em “nossa avaliação”, a pedidos de Tia Mari, vou explicar um pouco sobre a máquina de Bioimpedância, vulgo “Maledita” (rss).

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A Bioimpedância é um método de avaliação da composição corporal, através de uma corrente elétrica de baixa intensidade (imperceptível), que nos diz: peso, percentual de gordura, índice de gordura visceral, percentual de água, massa muscular, idade metabólica, além de outros índices, que servem de parâmetros para o nosso acompanhamento.

No caso de tia Mari, como ela voltou a estaca zero , reiniciamos, a partir da nova avaliação, uma reeducação alimentar, com dieta fracionada, variada e principalmente prática, devido a correria do seu dia-dia, além de alguns suplementos para a saúde do intestino, para a pele e o chocolate terapêutico para segurar a ansiedade por doces.

Bom, agora nos resta acompanhar e esperar mais uma vez o sucesso de Tia Mari, que dessa vez será mantido porque ela aprendeu a lição.

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Beijos!

Tamyris Farias IG: @tamyrisfariasnutri

11 mar
Escurecimento do dente após trauma.

É comum os dentinhos que sofreram trauma escurecerem, especialmente nos casos de luxação, ficando meio cinza, roxo ou amarelo-amarronzado. Isso porque ocorreu uma hemorragia pulpar (rompimento dos vasos sanguíneos presentes no interior da raiz do dente), que deve ser acompanhada clinicamente e radiograficamente pelo odontopediatra, pois pode progredir para uma necrose pulpar, o que necessitaria de um tratamento mais invasivo.

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Escurecimento do dente de leite após trauma

Se for dente permanente, os traumas mais prevalentes são fraturas na coroa do incisivo superior. Nesses casos, se puderem, guardem o fragmento dental em solução de soro fisiológico, saliva ou leite, pois a restauração fica mais estética quando podemos usá-lo.

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Fratura na coroa do incisivo superior permanente e restauração do elemento com colagem do fragmento dental.

Em dentes permanentes jovens, pode ocorrer também a avulsão. Na dentição de leite, se o dente é avulsionado (expulso do alvéolo), ele não deve ser colocado de volta no lugar porque pode lesionar o germe do dente permanente, mas com o dente permanente pode-se tentar o reimplante. Esse procedimento deve ser feito o mais rápido possível. A literatura afirma que se o responsável puder, deve fazer no local mesmo do acidente, após cuidados mínimos de higiene (lavagem em água corrente) e sem tocar na raiz. Para manter o dente na posição, deve-se fazer pressão com o dedo ou ir mordendo uma gaze até chegar ao dentista.

Mas se encontrar alguma resistência quando tentar colocar o dente de volta ou não se achar hábil para tal procedimento, não insista e leve o dente para o odontopediatra dentro de um copo com saliva, soro fisiológico ou leite. Se a criança for maiorzinha, pode pedir pra ela ir com o dente dentro da boca, embaixo da língua.

É importante que o tempo decorrido entre o acidente e o reimplante não exceda 30 minutos. O tempo é um dos principais fatores para o reimplante ter ou não sucesso.

Resumindo, em casos de avulsão:

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As raízes dos dentes, tanto de leite, como permanentes, também podem ser afetadas. As fraturas radiculares só podem ser observadas através das radiografias tiradas no consultório pelo odontopediatra e o sucesso do tratamento também depende do diagnóstico precoce, ou seja, quanto mais cedo o problema for percebido.

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Fraturas radiculares visíveis na radiografia.

Por todas essas razões, a qualquer sinal de queda afetando a boca, procurem o odontopediatra do seu filho. A realização da radiografia da região é muito importante para fechar o diagnóstico e estabelecer o tratamento adequado, assim como para o acompanhamento do trauma, que deve ser feito até o momenta erupção (nascimento) do dente sucessor, no caso de dentes de leite. Em casos de dente permanentes, esse acompanhamento pode durar até 5 anos, dependendo do tipo de trauma sofrido.

Qualquer dúvida.. estou a disposição!!

IG: @maira2312      E-mail: maira@spaoral.net

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09 jan
(DES!)acelerem as crianças! Conversando sobre a ansiedade infantil.

Vivemos uma época em que a “qualidade” do dia é medida pela quantidade de coisas que fazemos; um dia considerado produtivo costuma ser aquele no qual conseguimos dar conta de riscar a maior quantidade possível de afazeres da nossa listinha. Difícil é dar-se conta de que essa velocidade intensa com que estamos nos habituando a viver tem vindo, muitas vezes, acompanhada de muito sofrimento – uma ansiedade que, para muitos, passou a fazer parte da vida cotidiana; o desejo de acelerar o tempo, de saber e fazer antes, uma pre-ocupação das coisas (que gera tanta preocupação!).

Infelizmente as crianças também têm acompanhado esse ritmo corrido do dia-a-dia e todas as consequências que ele traz consigo. Elas que deveriam estar livres e leves, brincando, curtindo a infância, muitas vezes já experienciam a pressão de ter o seu dia todo atarefado – esportes, aulas de idiomas, aulas de música etc. etc. etc. -, o que, diga-se de passagem, até “rouba-lhes” o tempo para ser criança. Isso porque há uma busca incessante para que elas desenvolvam rápido o maior número de “habilidades” possível, aliada ao medo do ócio.

Nessa corrida contra o tempo dos dias de hoje, é muito (!) comum encontrarmos crianças ansiosas. Roer unhas, bruxismo, dores de cabeça e de barriga, dor de estômago, dificuldade de concentração, mudanças de comportamento (choro fácil, agressividade), alterações de sono/apetite costumam ser as manifestações de ansiedade mais comuns entre elas. Estes sintomas, quando evidenciados com certa frequência, podem estar sinalizando a dificuldade em lidar com situações estressoras, a ponto de o corpo se expressar dessa maneira. Sendo assim, aquela dor não é de todo malefício, pois ainda assim aparece como uma forma de externar aquilo que, por vezes, não se consegue verbalizar. Embora incômodos, os mecanismos citados permitem que a ansiedade gerada encontre seu “cano de escape”, comunicando para o ambiente o impasse diante de um evento.

Roer as unhas, por exemplo, pode ser uma forma de extravasar a ansiedade. Quando isso acontece, é importante que os responsáveis não se aperreiem, até para não chamar a atenção para o comportamento da criança de uma forma tão mobilizadora; nesse caso, é essencial que a criança encontre espaço para conversar sobre seus medos e dificuldades – converse, acolha, permita que elas questionem e tirem suas dúvidas. Quando ela estiver com a mão na boca, experimente inventar uma brincadeira que a distraia, algo que ela precise utilizar as mãos. E vale ficar de olho: o comportamento de roer as unhas pode ter início em decorrência da ansiedade, mas ele pode virar hábito – muitas vezes a ansiedade é cuidada e as mãozinhas continuam indo à boca.
Deve-se ficar atento ao que a criança (bem como seu corpo) pode estar “informando” através do “sintoma”. Não é típico delas apresentarem com frequência dor de cabeça, dor de barriga, vômitos e todos os outros sintomas mencionados acima. Qualquer comportamento da criança, venha ele sob a forma de um sintoma físico ou de birra/manha tem um motivo e precisa ser considerado, pois ele é, na maioria das vezes, a forma como é possível para ela expressar aquilo que não consegue verbalizar ou explicar. Logo, é preciso cuidado para não acionar o botão “ele (a) está fazendo para chamar atenção”, pois nem sempre as crianças vão ter condições de elaborar o porquê de estar sentindo isso ou aquilo. Na presença de qualquer um desses sinais, é essencial olhar para a rotina e experiência delas e tentar compreender como está sendo isso para cada uma.

Crianças muito ansiosas geralmente têm uma tentativa de controle das situações; elas querem que as coisas aconteçam no tempo que desejam e da maneira como desejam. Para lidarem com isso de uma forma acolhedora, os adultos precisam, antes de qualquer coisa, perceber se não estão sendo um exemplo de ansiedade para os pequenos. Muitas vezes, os responsáveis vivem corridos e preocupados demais e acabam favorecendo que os filhos reproduzam esse comportamento. Isso precisa ser cuidado, até para que seja possível conversar com as crianças apresentando o mundo de outro lugar. É necessário também muita paciência e bastante diálogo. É possível, por exemplo, sentar junto à criança e “resgatar o passado”, no sentido de trazer fatos anteriores para ajuda-la a dar-se conta de que as coisas acontecem no seu tempo.
Quando a ansiedade é especialmente com relação aos eventos, uma forma de ajuda-las é fazendo, junto a elas, um calendário – o que pode favorecer a organização emocional e a compreensão de que o tempo tem a sua ocorrência. Além disso, é sempre importante tentar trazer a criança para o momento presente. Proponha uma brincadeira (e brinque junto!), uma atividade, assistam algo – assim, ela vai compreendendo que não precisa viver o tempo todo aquilo que ainda vai acontecer e que tem várias outras coisas que ela pode aproveitar antes de chegar “o grande dia”.

Mas o mais importante de tudo: desacelere e ajude o seu filho a desacelerar também. A criança não tem que ter todo o seu dia recheado de “atividades extras”; ela precisa BRINCAR, o que é essencial para o seu desenvolvimento. A criança bem sucedida não é aquela que faz tudo antes do tempo; criança bem sucedida é criança saudável, feliz e favorecer o brincar é a melhor forma de proporcionar isso ao seu filho!

Marina Férrer CRP 17/1960 – Psicóloga Clínica

Thaís Azevedo CRP 17/1948 – Psicóloga Clínica

CONTATO: nucleocriad@gmail.com

03 dez
Mamadeira e chupeta: 4 passos para seu filho largar os bicos de vez!

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Tirar o hábito da chupeta e da mamadeira do seu filho – que foi um dia algo tão útil e acalentador – pode ser encarado como uma batalha sofrida para você e para ele. Mas não precisa ser assim. Confira….

De modo geral, é costume tirar a chupeta e a mamadeira a partir de 1 ano e meio e até os 3 anos . Fazer isso pode representar uma perda para a criança – mas ela tende a sofrer menos do que os pais, que ficam morrendo de pena do filho. Não precisa ser assim. É possível vencer essa batalha em quatro passos – e poucas lágrimas de ambos os lados!

1. Assuma, seu bebê cresceu

Essas pequenas transições soam aos pais como uma perda. Sinais de que seu filho vai se entregando ao mundo, ou seja, que vai tornando “menos seu”. Racionalmente pode não fazer sentido, mas, emocionalmente, aceitar o crescimento da criança é a primeira batalha a se vencer. “Retirar esses hábitos não devem ser encarados como perda, pois não tem nada de prejuízo, é sim, um benefício à criança. Na verdade, a vida toda vai ser assim, com os pais mostrando ao filho o que ele ganha ao crescer”, E nada de ficar com pena! “Por que na hora de trocar a fralda pela cueca/calcinha é bacana e trocar a mamadeira pelo copinho não? É o mesmo tipo de desenvolvimento”.

2. Vá aos poucos, mudanças acontecem gradativamente

Tanto a chupeta quanto a mamadeira devem ser tiradas aos poucos. “Não seria muito bom, por exemplo, ser junto com o fim das fraldas, entrada na escola ou a chegada de um irmão. No caso da chupeta, o ideal é que, de início, seu uso se limite aos horários de dormir (inclusive as sonecas, sempre tentando retirar da boca da criança assim que o sono estiver mais pesado) ou quando a criança estiver diante de um grande estresse. Ou seja, sem essa de chupeta pendurada na roupa, na hora de brincar ou na cadeirinha do carro. Depois, é limitar para o sono da noite, até que venha o combinado de jogá-la fora.
Com a mamadeira, a primeira atitude é acabar com a mamada da madrugada – que, na verdade, nunca deveria ter existido.  A segunda é introduzir o copo de transição para água e suco.

Depois, usá-lo para dar o leite do lanche da tarde, se ele existir. Então, a mamadeira que sai é a da manhã, introduzindo a criança ao hábito completo do café da manhã (se for com os pais, melhor ainda!). Por último, a da noite.

3. Programe-se. É você quem vai controlar o tempo

Quanto tempo vai demorar até seu filho esquecer os bicos? Difícil prever, mas não passar de um mês seria um ótimo limite. Também é importante não “sequestrá-los”, ou seja, tirá-los quando a criança não estiver olhando, pois ela deve participar do processo. “Os pais têm de dizer que estão indo guardar a chupeta ou deixar a criança guardá-la – e sempre em um local que ela tenha acesso. Também é importante que a mudança tenha uma meta na reta final, algo que motive seu filho a se esforçar. Pode até ser um combinado relacionado a alguma data importante ou acontecimento, como adiantar um presente que a criança esteja esperando.

4. Resista, ele vai pedir

Seu filho pode realmente aceitar o fim da era das chupetas e mamadeiras com extrema boa vontade, demonstrar que compreendeu a passagem e parecer feliz. Mas, na hora do aperto… sim, ele pode regredir e pedir. É aí que os pais mais têm que se mostrar firmes. Não ceda. Se tirou a mamadeira da água, por exemplo, não volte atrás. Continue com a firmeza a cada etapa da mudança. Seu filho já não está usando bicos? Para essa fase final, “Tire todas as mamadeiras e chupetas da casa, para não correr o risco de amolecer e ceder”.

Assim, seguindo estas dicas o sucesso será garantido!

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19 nov
Traumatismo dentário em dente de leite.

Criança não para quieta, não é verdade? E no meio desta agitação, pode ocorrer uma queda e ela bater a boca! E agora?

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Figura 1. Traumatismo dentário em dente de leite

As pancadas que envolvem os dentes são chamadas de: traumas dentários e acontecem principalmente nos meninos. O pico de incidência ocorre nas faixas etárias entre 2 e 3 anos, na dentição de leite, e nas crianças com idade entre 9 e 10 anos, na dentição permanente. O primeiro pico está relacionado com os primeiros passos da criança e a coordenação motora ainda em desenvolvimento. Por sua vez, o segundo pico está relacionado com as brincadeiras e atividades esportivas mais frequentes nessa faixa etária.

Percebe-se, de acordo com as causas, que é difícil impedir que estes acidentes aconteçam. Precisamos, portanto, saber como agir diante do trauma.

E a primeira coisa a fazer é não se desesperar e manter a calma! Passar tranquilidade para seu filho é o mais importante no momento.

Em seguida, fazer a limpeza da região e estancar a hemorragia com compressa gelada. Pode até ser com sorvete ou picolé, se quiserem! E depois, observar se machucou apenas tecidos moles (gengiva, língua, lábio, bochecha, freio) ou se acometeu dentes e estruturas de suporte.

Se for dente de leite, as mamães precisam ficar atentas que qualquer pancada nesse dente, ele quebrando ou não, pode afetar a formação do dente permanente sucessor. Principalmente nos casos de intrusão (quando o dente entra no osso) e de avulsão (quando o dente sai completamente do osso). Nos casos de luxação, o dente de leite pode apresentar mobilidade após a pancada e a criança normalmente relata incômodo ao comer, usar chupeta ou mamadeira. Mas mesmo se a criança não apresentar incômodos, podem ter ocorrido danos à estrutura que mantém o dente no lugar (subluxação ou concussão). As luxações são os traumas mais prevalentes na dentição de leite.

ESCRITO POR: Dra. Maira Odontopediatra

IG: @maira2312      E-mail: maira@spaoral.net

18 nov
Alerta para os pais: repelentes podem ser tóxicos para crianças.

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Final de ano é época de viajar com a família, e na lista de itens para levar na bagagem, um não pode faltar de jeito nenhum: o repelente. Para não ser surpreendido na praia ou no interior por muriçocas, pernilongos ou borrachudos, prevenir é sempre melhor. Mas é preciso estar muito atento ao rótulo na hora de escolher o produto. Contida na maioria dos repelentes, a substância dietiltoluamida (DEET) pode ser tóxica em altas dosagens, principalmente para crianças.

Em doses elevadas, o DEET pode provocar vômitos, alergia e até alterações neurológicas. A criança corre mais riscos porque sua pele é mais fina, logo a absorção de qualquer produto é maior. Além disso, seu sistema imunológico é imaturo e, portanto, as reações tendem a ser mais sérias. Não é à toa que os repelentes com DEET possuem uma série de restrições.

Em abril deste ano a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu o uso de repelentes com DEET em crianças menores de 2 anos. Para crianças de 2 a 12 anos de idade, permite apenas se a concentração for inferior a 10%, restrita a apenas três aplicações diárias. Apenas nos adultos a concentração pode ser de até 30%.

Como alternativa, em Pernambuco, a biotecnologia já vem sendo utilizada para desenvolver fórmulas de repelente sem DEET. Uma das pioneiras é a BioLogicus, que já trabalha com um repelente 100% natural, o BioRepely. O produto à base de probióticos (as chamadas “bactérias boas” que produzem benefícios para o organismo) e de óleos essenciais orgânicos é completamente natural.

Além de eficaz no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e dos mosquitos transmissores da malária e da filariose, o BioRepely pode ser utilizado sem restrição em crianças e mulheres grávidas.