Constipação Intestinal.

02 nov
Constipação Intestinal.

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A constipação intestinal é uma situação muito comum na faixa etária pediátrica. No Brasil, este problema constitui um dos grandes motivos de atendimento em consultas pediátricas. Um estudo que investigou 277 crianças com idade inferior a 2 anos em postos de saúde, observou uma prevalência de constipação em 25,1%, sendo mais prevalente no segundo semestre de vida (38,8%) do que no primeiro (15,1%).

O resultado mais importante deste trabalho foi a observação de que o desmame precoce foi fator determinante para o aparecimento da constipação. O aleitamento artificial aumentou em 4,54 vezes as chances de a criança apresentar este problema, quando comparado ao aleitamento materno predominante.

A etiologia da constipação  esta envolvida com diversos fatores, tais como constitucionais, hereditários, alimentar e psicológico, por exemplo, a decisão feita pela criança em retardar a evacuação após uma experiência negativa associa a baixo consumo de fibras. Por isso temos que garantir a alimentação rica em fibras e hidratação adequada, além de educar e tranqüilizar a criança sobre a hora de fazer “cocô”.

A Academia Americana de Pediatria recomenda o consumo mínimo de 0,5Kg por Kg por dia de fibras, já para crianças com idade superior a 2 anos existe uma formula simples: idade + 5, ou seja uma criança com 6 anos deve consumir no mínimo 11g de fibras diariamente.

A fibra alimentar classifica-se em solúvel (substancias formadoras de gel como pectinas, gomas e mucilagens) e insolúvel (substancias estruturais como celulose, lignina e hemicelulose). Os tipos de fibras estão distribuídos nos alimentos de forma variável, as frutas, vegetais e leguminosas possuem os 2 tipos de fibras. O farelo de aveia é predominantemente composto por fibra solúvel, que apesar de estar mais associada a tratamento da constipação, é importante destacar que a fibra solúvel também exerce esse papel e que o sinergismo das diferentes funções de cada fibra vai resultar no bom funcionamento do intestino.

ESCRITO POR: Dra. Lais- Nutricionista Infatil

01 nov
Você sabe o que é Dislalia?

Dislalia-infantilDislalia, caracterizada pela dificuldade em articular as palavras é o transtorno de linguagem mais comum em meninos, e o mais conhecido e mais fácil de identificar.

Quando o bebê começa a falar, o fará emitindo os sons mais simples, como o “m” ou o “p”. Não é para menos que o dizer mamãe ou papai não terá que fazer muito esforço, desde quando receba estimulação. A partir daí o bebê começará a pronunciar sons cada vez mais difíceis, o que exigirá mais esforço dos músculos e órgãos ligados à fala. É muito normal que as primeiras falas do bebê, entre o 8º e o 18º mês de idade, apresentem erros de pronúncia. O bebê dirá “aua”, quando pedir água, ou “peta”, quando quiser chupeta.

Os bebês simplificarão os sons para facilitar a pronúncia. No entanto, à medida que o bebê vai adquirindo mais habilidades na articulação, sua pronúncia será mais clara. Até os quatro anos de idade, os erros de linguagem são considerados normais, mas, após essa fase, a criança pode vir a ter problemas caso continue falando errado, podendo afetar a escrita.

O caso clássico desse distúrbio é o  “Cebolinha”, personagem da Turma da Mônica, que é incapaz de pronunciar corretamente os sons vistos como normais segundo sua idade e desenvolvimento. Uma criança com dislalia pode substituir uma letra por outra, ou não pronunciar consoantes.

As principais causas, nestes casos, decorrem de fatores emocionais, como, por exemplo, ciúme de um irmão mais novo que nasceu, separação dos pais ou convivência com pessoas que apresentam esse problema (babás, por exemplo, que dizem “pobrema”, “Framengo”, etc.), e a criança vai assimilando.

A criança portadora da dislalia pronuncia determinadas palavras de maneira errada, omitindo, trocando, transpondo, distorcendo ou acrescentando fonemas ou sílabas a elas. Neste caso é importante que a criança passe por uma avaliação com fonoaudiólogo que irá examinar os órgãos da fala e da audição a fim de detectar se a causa da dislalia é orgânica (mais rara de acontecer, decorrente de má-formação ou alteração dos órgãos da fala e audição), neurológica ou funcional (quando não se encontra qualquer alteração física a que possa ser atribuída a dislalia).

No primeiro caso, resultam da malformações ou de alterações de inervação da língua, da abóbada palatina e de qualquer outro órgão da fonação. Encontram-se em casos de malformações congênitas, tais como o lábio leporino ou como conseqüência de traumatismos dos órgãos fonadores. Por outro lado, certas Dislalias são devidas a enfermidades do sistema nervoso central.

A dislalia pode interferir no aprendizado da escrita tal como ocorre com a fala.

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Uma dica: por favor, nada de receitinhas do tempo da vovó, aquelas que se acreditava que colocando uma “rolha” na boca da criança iria resolver o problema, ou colocar pedrinhas na boca, soprar línguas de sogras e outras técnicas sem fundamento algum, Ok!

Seja mais eficiente: leve-o ao médico.

Ah, e nada de achar engraçadinho quando seu filho começar a falar “tota-tola” em vez de coca-cola, “totô” em vez de “cocô, certo?

Há alguns casos comuns específicos de dislalia, que envolvem pronúncia do “K” do “G”, nos quais, por falta de motilidade do palato mole, a criança omite tais fonemas (por exemplo, falando “ato” ao invés de “gato”; “ma’a’o” ao invés de MACACO). O “R” brando (que é pronunciado através da vibração da ponta da língua atrás dos dentes incisivos superiores); em muitos dos casos de dislalia, o “R” também costuma ser omitido ou pronunciado guturalmente (a criança fala como se fosse um francês ou um alemão falando Português).

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As crianças também que usam chupeta e a mamadeira por um tempo prolongado, que chupam o dedo ou mesmo mamam pouco tempo no seio, podem apresentar um quadro de dislalia. Apesar de não existir relação direta, essas crianças podem apresentar flacidez muscular e postura indevida da língua, o que pode resultar nesse distúrbio.

Outras causas são: línguas hipotônicas (flácidas), podendo ainda apresentar alterações na arcada dentária, ou então, falhas na pronúncia de determinados fonemas em conseqüência da postura e respiração dificultada.

A dislalia pode ser subdividida em quatro tipos:

Dislalia evolutiva: considerada normal em crianças, sendo corrigida gradativamente durante o seu desenvolvimento.

Dislalia funcional: neste caso, ocorre substituição de letras durante a fala, não pronunciar o som, acrescente letras na palavra ou distorce o som. Quando não se encontra nenhuma alteração física que possa ser atribuído a Dislalia, esta é chamada de Dislalia Funcional.

Dislalia audiógena: ocorre em indivíduos que são deficientes auditivos e que não conseguem imitar os sons.

Dislalia orgânica: ocorre em casos de lesão no encéfalo, impossibilitando à correta pronuncia, ou quando há alguma alteração na boca.

Bem, sejam quais forem as causas, os profissionais envolvidos no processo de ensino e aprendizagem, devem estar atentos a qualquer alteração lingüística, que quando detectada, deve-se encaminhar rapidamente a criança para um especialista, que terá condições de avaliar a melhor forma de tratar o distúrbio, para que ele não chegue a causar maiores danos emocionais.

 ESCRITO POR:  Gabriella Leite  – Fonoaudióloga Colégio Madre de Deus , Especialista em Linguagem.

 

18 set
Do-ré-mi na gestação.

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Imagine-se num ambiente pequenininho, confortável, mas com pouca luz. De repente você ouve algum som. O que gostaria de ouvir? Uma voz? Uma música? Algum outro som? E o seu bebê? O que ele tem escutado?

Algumas pesquisas apontam que a partir do 4º mês de gestação o tímpano do feto já se encontra formado, possibilitando assim que o sistema auditivo já tenha condições de captar e registrar alguns sons.

Como no período gestacional mãe e bebê encontram-se em um estreito contato, podemos imaginar a “orquestra” disponibilizada pela “Maestrina mamãe”: sua voz, seus batimentos cardíacos, sua respiração, movimentos internos e externos do corpo, sons que passam a alcançar o desenvolvimento do bebê e, por que não, suas futuras habilidades sociais, linguísticas e a aprendizagem. Cientificamente comprovado, o feto reage a esses sons realizando pequenos movimentos, bem como com alterações de seus batimentos cardíacos.

Ainda que esses estímulos naturais ocorram, é importante que esse som também possa ser apresentado enquanto comunicação mãe-bebê durante a gravidez, ou ainda daqueles que o cercam e também se dirigem a ele (a) com afetividade. É comum as grávidas relatarem que “a barriga mexeu muito naquele dia que tive uma chateação no supermercado”; o bebê, no entanto, não sabe o que aconteceu e recebe “apenas” mensagens sensoriais (substâncias químicas liberadas pelo sistema nervoso na corrente sanguínea) sobre o ocorrido. Que tal bater um papinho com ele (a), acalmando-lhe acerca do que aconteceu? Vai fazer uma vitamina? Que tal falar da receita antes de ligar o liquidificador? É hora de dormir? Que tal embalar o seu sono e o dele (a) cantando uma canção ou colocando aquele CD que gosta?

Áreas como Musicoterapia e Biomúsica são grandes investigadoras dos benefícios da música para o desenvolvimento humano, a citar melhoria no combate ao estresse, principalmente no ritmo frenético da sociedade vigente. Os estudiosos refletem que, embora a memória específica do período gestacional não seja tão facilmente recordada pelo futuro adulto, há um registro psíquico do que fora proporcionado ao bebê no ambiente intrauterino. Encontramos na literatura trabalhos terapêuticos realizados com gestantes, nos quais eram cedidos cópias de um determinado material musical a ser utilizado em momentos de relaxamento; após o parto, quando os bebês encontravam-se agitados, acionava-se aquele mesmo material e os pequenos tão logo adormeciam ou ficavam mais calmos.

No mercado há algumas coleções de “música para bebês”, como Rockabye Baby  e Babies Go, nas quais clássicos do rock e outros ritmos são adaptados para versões instrumentais, convidando a um gostoso ninar! Porém, além dos benefícios descritos anteriormente para o desenvolvimento da criança, mediante o estímulo acústico durante a gestação, não esqueçamos que as mamães também têm ouvidos! Portanto, podem se permitir ouvir aquela música de seu agrado que a faz sentir-se bem, pois isso, como abordado acima, vai ser transmitido ao “ouvinte mirim” também.

Som na caixa, mamãe!!!

BabiesGo

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Abaixo alguns artigos referendados nesse post sobre as pesquisas desenvolvidas nas áreas citadas:

http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0157.pdf

http://www.webartigos.com/artigos/psiquismo-fetal-consideracoes-sobre-a-influencia-das-emocoes-da-mae-no-desenvolvimento-do-feto/37182/

http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v44n2/29.pdf

http://profdiafonso.blogspot.com.br/2011/09/por-onde-andara-musa-gravida-do-rock-in.html

ESCRITO POR:

Thaís Azevedo

Psicóloga Clínica e Escolar

Especialista em psicologia clínica com foco em gestalt-terapia (pelo IGT-PE)

Formação em Intervenção Familiar Sistêmica (em curso – UNI-RN)

Integrante do Núcleo CRIAD – Psicoterapia para crianças e adolescentes (IG @nucleocriad)

13 set
Alimentação durante a gravidez.

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A gestação é um período de intensas modificações no corpo da mulher, como alterações hormonais, aumento do volume sanguíneo, tendência ao maior acúmulo de gordura, e tudo voltado para a organização da melhor estrutura para o bebê. Como o período é de formação, as demandas energéticas aumentam e também as necessidades de alguns nutrientes.

É importante salientar que dietas de emagrecimento não são indicadas para gestante, pois o metabolismo de queima de gordura não é benéfico para o bebê. Portanto, os cuidados com o peso devem começar antes de engravidar, como já falamos aqui (aí se vc puder, marca o link do outro texto). Durante a gestação, a alimentação deve ser voltada para o fornecimento de nutrientes suficientes para atender as necessidades do período, crescimento adequado do bebê e para o ganho de peso recomendado.
Alguns nutrientes que devem ser consumidos adequadamente são, dentre outros:

– Proteínas: carnes magras, peixe, frango, ovos, leites e derivados (optar pelas versões desnatadas), leguminosas (feijão, soja, grão de bico, lentilha);

– Ferro: Cereais integrais, fígado de boi, carne vermelha, ovos, couve folha;

– Cálcio: leites e derivados, sardinha, brócolis, couve, dentre outros;

– Fibras: frutas, verduras, cereais integrais.

Deve-se evitar, porém:

– O excesso de gorduras: pode levar ao aumento exagerado de peso e dos níveis de colesterol;

– Açúcares: também contribui para o excesso de peso e pode levar ao diabetes gestacional;

– Sal: aumenta retenção de líquidos e pode gerar quadros de hipertensão, que aumenta as chances de pré-eclâmpsia;

– Adoçantes artificiais (ciclamato, sacarina sódica, aspartame), refrigerantes e bebidas alcoólicas, chás e cafeína em excesso.

No mais, as quantidades e distribuição da alimentação devem ser organizadas levando em consideração fatores individuais, como rotina, hábitos alimentares e atividades diárias. Por isso, é muito importante procurar o acompanhamento profissional.

COLABORAÇÃO:  Dra. Tamyris Farias Nutricionista IG: @tamyrisfarias

04 set
Como e quando começar a higiene bucal dos bebês?

Quando começar a higiene da boca dos bebês? A resposta é: assim que nascem!! O hábito de higiene bucal deve ser iniciado o quanto antes para o bebê acostumar-se com a limpeza da cavidade oral.

Antes da erupção (nascimento) dos dentes, recomenda-se a limpeza e massagem da gengivaa fim de estabelecer uma microbiota bucal saudável e ajudar no processo de nascimento dos dentes, ou seja, manter a boca livre de bactérias até o aparecimento dos primeiros dentinhos.

A limpeza da língua também é muito importante para remover os restos de leite que ficam após as mamadas.Essa higienização deve ser feita uma vez ao diacom fralda ou gaze umedecida envolvendo o dedo do adulto, ou ainda com lenços industrializados feitos especificamente para isso: são lenços umedecidos com solução a base de xilitol (substância anti-cáries) que além de limpar, também protegem! E normalmente são produzidos em vários sabores agradáveis.

Podem-se usar também as dedeiras de silicone que promovem uma massagem gengival eficiente. A posição da criança é importante: ela precisa estar bem amparada, podendo estar deitada no trocador, por exemplo. Assim, os pais conseguem executar a limpeza mais facilmente. Nas imagens, temos alguns modelos de lenços que recomendo, mas que não são vendidos em lojas no Brasil. Mas pela internet e pelo Instagram, é fácil conseguir. E nós, odontopediatras, sempre temos nos consultórios!

Opções de lenços para higiene bucal dos bebês

    Dedeiras de silicone

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Após a erupção dos primeiros dentinhos, por volta dos 6 meses de vida, a escova de dente já deve ser introduzida. Afinal, nesse momento a dieta da criança já contém alimentos sólidos que formam uma placa bacteriana mais consistente e que só é removida com a ação mecânica da escovação. Existem vários modelos disponíveis no mercado. Optem sempre por uma escova com cabo longo, cerdas macias, cabeça pequena e compatível com o tamanho da boquinha do seu filho.

Normalmente,as embalagens das escovas infantis informam para que idade são direcionadas.Indico sempre as escovas da CuraproxKids, MAM, Colgate Smiles, Oral BStages. Elas são anatômicas, além de serem coloridas e com personagens de desenhos animados, o que chama a atenção da criançada e ajuda no processo de higiene bucal. Dica: sempre deixe a criança participar do momento de compra da sua escova, é mais uma motivação!

                 Escovas CuraproxKidsEscovas MAM                                         Escovas Oral B Stages

Recomendo ouso do creme dental sem flúor quando a criança começa a utilizar a escova, por volta dos 6 meses de idade, para ir se habituando com a pasta de dente. A Malvatrikids é excelente, pois apesar de não ter flúor, tem xilitol, substância que também protege contra a cárie.

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Creme dental sem flúor e com xilitol

A Associação Brasileira de Odontopediatria recomenda a utilização de creme dental com flúor desde a idade mais tenra. Então, a recomendação é a seguinte: utilizar creme dental com flúor antes de dormir, e durante o dia, fazer escovações com creme dental sem flúor até a erupção dos molares decíduos (por volta dos 2 anos).

Dessa forma, quando a criança já estiver com os dentinhos de trás erupcionados (os molares), todas as escovações devem ser realizadas com creme dental fluoretado. Então, os pais devem estar bem atentos quanto à quantidade utilizada, pois excesso de dentifrício fluoretado pode levar a ingestão e a ocorrência da fluorose (manchas que podem aparecer nos dentes permanentes quando erupcionarem). Respeitando as quantidades recomendadas, não há risco este risco. Por isso, não permitam que seus filhos coloquem o creme dental na escova. Esse é um momento que deve ser sempre supervisionado pelos pais, até os 8-9 anos de idade da criança.

Atenção em relação às quantidades:

  • Para crianças com idade entre 6 meses e 2 anos de idade: a quantidade deve ser equivalente a meio grão de arroz (0,05g);
  • Para crianças na faixa etária entre 2 e 4 anos: a quantidade equivale a um grão de arroz (0,1g);
  • Para crianças acima de 4 anos (ou que já saibam cuspir): a quantidade deve ser compatível ao tamanho de um grão de ervilha (0,3g)

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Existem várias opções de creme dental infantil fluoretadono mercado: Tandy, Colgate, Oral B, Bitufo, Malvatrikids. O ideal é garantir que a concentração seja de pelo menos 1.000 ppm de flúor, pois os estudos científicos mais recentes tem relatado que a efetividade dos dentifrícios com concentração menor (500 ppm) não são eficientes.Segue abaixo, modelos que apresentam 1.000 ppm de flúor e que recomendo.

No entanto, crianças com alto risco de desenvolver cárie (crianças que comem muito doces, refrigerantes, biscoitos, que mamam durante a noite e não escovam os dentes antes de dormir) ou com atividade de cárie podem precisar escovar os dentes com creme dental fluoretado por mais vezes ao dia antes dos dois anos. Por isso, a consulta com o odontopediatra é importante para o profissional poder avaliar e indicar o melhor momento e o melhor creme dental para o seu filho.

No próximo post, falaremos do uso do fio dental e do enxaguatório bucal! A partir de que idade devemos usar nos nossos filhos?

Até a próxima.. e qualquer dúvida, estou a disposição!!

Dra. Maíra Góes

Odontopediatra

Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente

Pós-Graduanda em Ortodontia

Oficial Dentista da Força Aérea Brasileira

Consultório Particular  – (81) 2129-1644

IG: @maira2312

e-mail: maira@spaoral.net

 

 

 

 

 

 

02 set
Conversando sobre a morte com a criança.

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​Se é tão difícil lidar com a morte enquanto adultos, que dirá tratar deste assunto com as crianças, não é mesmo? É muito comum o pensamento de que elas são frágeis demais para encarar a morte ou que ainda não têm condições de lidar com essa situação. E, para fazer jus a essa idéia, o que se vê, na maioria das vezes, é uma atitude de evitação e silenciamento diante das crianças quando o assunto é este, numa tentativa ilusória de protegê-las dessa realidade, de poupá-las do sofrimento e da dor.

​Essas atitudes, no entanto, podem dificultar a vivência do luto da criança e favorecer o aparecimento de sentimentos de medo, insegurança, confusão e desamparo. Além disso, ainda que tenham esse propósito, elas não impedem que a criança sinta o que está acontecendo, porque, além de perceberem as diferenças nas atitudes e comportamentos das pessoas (e muitas vezes na dinâmica familiar!), elas também perderam alguém e terão de conviver com essa ausência. Ou seja, elas viverão esse luto; a forma como isso acontecerá é que será significativamente influenciada pela nossa atitude.

Cabe a nós, adultos, proporcionarmos um ambiente favorável para a vivência do luto saudável da criança. Chorar escondido, guardar segredo e privar as crianças de viverem essa realidade pode fazê-las entender que o choro é proibido e que não é permitido falar no assunto.Além disso, assim como os adultos tentam poupar as crianças do sofrimento, o contrário também acontece, afinal, “se o meu pai não pode chorar na minha frente, porque eu vou chorar na frente dele?”.

Não tendo espaço para expressão dos sentimentos, o que se tende a fazer é guardá-los, reprimi-los. Mas o organismo sempre encontra um meio de expressar o que está ‘ali por dentro’ e se isso não puder acontecer pela via mais saudável, provavelmente acontecerá ‘via sintoma’.Nestes casos, a criança pode apresentar sintomas disfuncionais e/ou comportamentos compensatórios – podem aparecer, por exemplo, comportamentos agressivos e/ou delinqüentes, dificuldades de aprendizagem, retraimento social, depressão, comportamentos obsessivos, dentre outros.

É, portanto, muito importante que a criança possa encontrar na família um ambiente acolhedor para falar sobre a morte e um espaço permissivo para a vivência do luto. Isso a ajudará a compreender o que está sentindo e a perceber que seus sentimentos são adequados à situação, além de oferecer o conforto de que eles podem ser acolhidos. Vale lembrar que oferecer um espaço para que a criança expresse seu luto não implica em compartilhar tudo com ela; há coisas que a criança ainda não tem condições de saber. A forma como ela vai compreender e elaborar a perda dependerá também, além de todos os fatores já citados, da sua idade e fase de desenvolvimento em que se encontra.

Crianças de 0-2 anos já conseguem compreender que a pessoa que morreu “não está aqui”, mas ainda não entendem que ela “não voltará mais”. A partir dos 6 meses, ela já pode procurar a pessoa perdida e protestar quando não encontrá-la. Crianças de 3-5 anos compreendem a morte como sendo temporária e reversível e costumam atribuir vida à morte.Nessa fase, elas costumam observar o comportamento dos adultos e quando os percebem camuflando seu próprio luto, podem vir a tomar essa atitude como referência e reproduzi-la, negando seu próprio luto para protegê-los. Dos 6 aos 9 anos, elas já têm a predominância do pensamento concreto e entendem que a morte é irreversível, embora ainda não compreendam que é inevitável para todas as pessoas. A partir dos 10 anos até a adolescência, elas já a compreendem como inevitável, mas costumam manter o tema a distância, por meio de pensamentos e comportamentos onipotentes (eu posso tudo!), já que essa idéia, para eles, pode ser assustadora.

​Uma forma legal de abordar esse assunto com as crianças é através da leitura de histórias que trazem essa temática. Uma opção de livro infantil muito interessante é “O dia em que o passarinho não cantou”, de Luciana Mazorra e Valéria Tinoco. O livro conta a história de Cacá e o passarinho Lico, um amigo e companheiro super especial. Certo dia, Cacá percebeu que Lico não cantava mais e quis saber o que aconteceu. Sua mãe não só acolheu o seu sofrimento, mas conversou muito com ela sobre isso. Outro livro que recomendo chama-se “O que vem depois de mil?”, de Anette Bley, que fala da forte amizade de Lisa (uma criança) e Otto (um idoso). Um dia, otto morre e Lisa quer saber o que aconteceu com seu grande amigo. Diante disso, Olga, a esposa de Otto, compreende e reconhece a sua tristeza e conversa com Lisa sobre isso, a partir de suas próprias vivências.

É possível conversar com as crianças sobre o assunto desde a mais tenra idade. As informações podem ser dadas à medida que elas forem perguntando e devem vir acompanhadas da palavra “morte” ou da idéia de que “não volta mais”, para ajudá-las a compreender que é irreversível. É interessante também que sejam fornecidas por alguém em quem elas confiem ecom quem tenham um bom vínculo. Em todos os casos, o mais importante é ser verdadeiro comelas. Ouvi-la e oferecer um espaço para que possam perguntar, falar, viver seu luto é essencial para que consigam elaborar o que aconteceu, compreender seus sentimentos e organizar-se internamente.

Marina Bezerra Férrer – Psicóloga Clinica; especialista em psicologia clinica com foco em gestalt-terapia (pelo IGT- PE); especialista em psicologia do luto (pelo instituto 4 estações SP); pós-graduada em psicoterapia infantil (pelo dialógico- núcleo de gestalt-terapia RJ). Integrante do Núcleo CRIAD – psicoterapia para crianças e adolescentes.

Psicóloga Clínica

Núcleo Criad (@nucleocriad)

 

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08 ago
A importância da amamentação no desenvolvimento da criança.

Vocês sabiam que a amamentação, além de fornecer os nutrientes necessários para alimentação dos bebês nos primeiros meses de vida, também é uma forma de garantir um sorriso harmonioso?

Poucos sabem que a amamentação apresenta reflexos futuros na fala, respiração e dentição da criança. O aleitamento natural é a melhor opção para favorecer o exercício da sucção do bebê, muito importante para o desenvolvimento muscular e ósseo da face. O aleitamento ajuda a projetar para frente o queixo do bebê, que, em geral, nasce posicionado mais para trás. Ao mamar no peito, a criança também aprende a respirar pelo nariz e a posicionar a língua na maneira correta. Portanto, a amamentação natural deve sempre ser incentivada.

No entanto, há diferentes ocasiões nas quais as mães não podem ou não conseguem amamentar e por isso, precisam oferecer mamadeiras a seus bebês. E qual a diferença de mamar na mamadeira? O exercício dos músculos da face com a mamadeira é quase inexistente, devido à facilidade com a qual ele suga o leite, principalmente quando existe um furo generoso no bico.

Existe ainda a opção de oferecer o leite no copinho, que deve ser esterilizável, tipo uma xícara. É mais trabalhoso, é verdade, mas é muito eficaz para o desenvolvimento facial da criança porque há o exercício dos músculos. Mas, se não conseguirem o copinho, optem sempre por mamadeiras com bicos ortodônticos e que se assemelham com o bico do seio materno. Assim, seus filhos também executarão algum trabalho muscular ao sugar. E nunca façam aqueles bicos grandes nas mamadeiras! Prefiram os bicos de silicone com furos pequenos e prestem atenção aos tamanhos adequados de acordo com os meses de vida da criança. Ah!! E sempre livre de BPA!

COLABORAÇÃO: Dra. Maira odontopediatra IG: @maira2312

21 jul
Cuidados para recuperar a forma de antes do baby.

 

A maternidade é, sem dúvidas, uma das maiores realizações da mulher, se não a maior! Mas com ela vêm também todas as alterações hormonais, mudanças corporais e, algumas vezes, problemas com a autoestima. É grande o número de mulheres que busca os cuidados para recuperar a forma de antes do baby e, como nutricionista, digo: é possível sim! É possível até ficar melhor do que antes! Mas claro que isso vai exigir muita disciplina e determinação por parte da mamãe para conseguir organizar a sua vida, pois afinal de contas, além de esposa, trabalhadora, dona de casa, agora ainda é MÃE. Além disso, alguns cuidados prévios devem ser tomados.

Costumo dizer as minhas pacientes que a busca pelo corpo de uma “gestante modelo” já começa antes mesmo de engravidar, pois o ideal é já termos alcançado o peso indicado e até ficar no “crédito”, já que durante os 9 meses não se pode emagrecer. Ou seja, se engravidou “cheinha”, o que teremos que fazer é cuidar para que você não ganhe muito peso, mas emagrecer mesmo só depois que o bebê nascer, pois o metabolismo de queima de gordura não é benéfico para o bebê. Inclusive o normal da gestação é haver acúmulo de gorduras para ter estoque de energia e servir de proteção para o bebê. Com o acompanhamento nutricional, vamos minimizar esse fator e cuidar para que o ganho seja apenas o necessário.

Também é importante lembrar que na gestação não existe aquela coisa de compensação, do tipo: “comi demais no domingo, na segunda-feira vou correr 10km, comer menos carboidratos…” e essas loucuras. Você não pode expor o bebê a isso! Portanto, quem ainda acha que grávida pode comer por dois, está muito enganado. A disciplina deve ser ainda maior, pois lembre-se: o que ganhar agora, vai ser mantido até o bebê nascer e isso pode dificultar ainda mais a busca pelo corpo de antes.

A alimentação balanceada e atividade física ainda são a melhor opção quando busca-se resultados duradouros. Mas mudanças de hábitos exigem tempo e a programação é sempre uma aliada da disciplina e, consequentemente, dos resultados. Portanto, quando estiver pensando em engravidar, além dos cuidados de praxe, lembre-se de procurar um nutricionista. Assim será mais fácil manter a linha durante e depois do baby.

COLABORADORA:  Dra. Tamyris Farias – Nutricionista