Estimulando o Bebê.

22 out
Estimulando o Bebê.

O que foi feito ontem com o Baby Caio faz parte dos atendimentos da Fisioterapeuta Jessica Brito.

Ela faz uma avaliação a partir das queixas dos pais e do que ela observa no bebê e uma avaliação do desenvolvimento motor.

Para o baby caio ela avaliou toda a movimentação corporal, concentração nos objetos, movimentação da cabeça seguindo objetos, a posição de barriga para baixo e o “puxar para sentar”.

Depois ela foi me falando e me mostrando como fazer com ele.

O que ela observou nele foi que ele acompanha bem os objetos, se movimenta bem e aceita o estímulo para rolar.

Quando está na posição de barriga para baixo ele começa a sustentar a cabeça e segue o objeto que é mostrado.

É um ótimo exercício para fortalecer o pescoço e estimular o início do arrastar, e deve ser feito com os bebês entre 0 e 3 meses.

As mães não precisam ter medo de deixar o bebê nessa posição enquanto estão acordados, é uma das melhores posições para estimular um bebê pequeno.

De barriga pra cima devemos estimular o bebê com um objeto colorido e que faça algum barulho, fazer exercícios para ele acompanhar o objeto e também deixar o objeto parado, na linha de visão do bebê e na distância do braço dele esticado para que ele tenha a intenção de pegar o brinquedo.

Aos poucos ele vai calibrando o movimento e conseguirá tocar no objeto.

Também foram avaliadas as tensões do corpinho de Caio e feito um relaxamento mais profundo dessas tensões através de pequenos movimentos na base e no eixo da coluna e também na cabecinha dele.

Liberando essas tensões ele vai ficar mais em harmonia com seu corpo e tenderá a ficar menor irritado.

O resultado foi ótimo, ele aceitou super bem e no final ficou super relaxado e dormiu. Fiquem com video.

Pra quem é de Recife fica a dica pra vocês. A Jessica vai na sua casa realizar todos os procedimentos inclusive a massagem shantala que vou liberar o vídeo também.

29 jul
Como identificar alterações auditivas em escolares.

A surdez, caracterizada pela perda total ou parcial da capacidade de ouvir, manifesta-se com diferentes graus, desde perdas auditivas mais leves até surdez profunda, podendo ocorrer em um ou nos dois ouvidos.

A rubéola gestacional e outras infecções pré-natais são as causas principais de surdez de grau severo ou profundo. Nos casos de deficiência auditiva leve e moderada, a otite média de repetição é a causa mais frequente na infância. Estes graus, leve e moderado, são difíceis de serem detectados, pois passam despercebidos pelos pais e professores.

O problema interfere no desempenho escolar, na capacidade de aprendizagem, no desenvolvimento da fala destas crianças e nas dificuldades de relacionamento. Não sendo capazes de ouvir com clareza, muitos perdem o interesse pela escola e se deprimem facilmente. A dificuldade em ouvir faz com que o aluno, apesar de atento ao que a professora explica, não aprenda o que está sendo ensinado à turma.

Para evitar que isso aconteça, é preciso que pais e professores fiquem atentos àquelas crianças que normalmente se distraem, apresentam dificuldade para conversar, problemas de comportamento ou sentem dores de ouvido com frequência. A sala de aula sempre foi e continua sendo um dos melhores ambientes para identificar problemas auditivos. Por isso, os professores têm um papel fundamental nesse diagnóstico. A prevenção de problemas auditivos em escolares pode ser realizada através de triagens, orientações e encaminhamentos adequados. A triagem na escola continua sendo a forma de identificar alunos com possíveis alterações auditivas. Um programa de detecção precoce de triagem auditiva em crianças na pré-escola e na alfabetização visa prevenir dificuldades na aquisição da fala e no desenvolvimento da linguagem, já que ambos estão diretamente ligados à audição.

Muitas vezes, através da triagem, detectam-se crianças com corpos estranhos dentro do ouvido. Isso é muito comum! Objetos como miçangas, grãos de arroz, peças pequenas de brinquedos, entre outros, que obstruem o canal auditivo dos alunos. O problema é resolvido com uma simples limpeza para retirar estes objetos do ouvido.

Se houver uma suspeita de alteração auditiva, o professor deve tomar algumas medidas para tentar solucionar ou diminuir o problema da criança, como:

– sentar a criança em lugar mais adequado (de preferência na frente);

– falar com o aluno de forma natural, sem gritar e sem sussurrar;

– encaminhá-lo ao otorrinolaringologista e ao fonoaudiólogo para que sejam tomadas todas as providências para um tratamento adequado;

– dar liberdade para a criança dizer quando não entendeu ou não escutou o que lhe foi dito, sem que ela se sinta envergonhada;

– integrar a criança ao grande grupo, fazendo com que os colegas compreendam os motivos pelos quais ela não fala ou não escuta normalmente.

A partir da Lei 10436, o governo Brasileiro reconhece Libras, como língua, e os surdos tem o direito que nas Instituições Educacionais as aulas sejam ministradas em Libras, pelo menos com a presença de um intérprete.

Sinais e Sintomas

É importante prestar atenção e desconfiar de algo estranho quando:

As crianças falam alto demais; fazem otites de repetição; escutam a televisão em volume aumentado; apresentam dificuldades escolares; são desatentas, distraídas, agitadas; possuem trocas ou distorções na fala; apresentam dificuldades na pronúncia das palavras, tiveram atraso no desenvolvimento de linguagem; são portadoras de síndromes e doenças degenerativas; se queixam de ouvido “tampado”, zumbido, dor de ouvido; se incomodam com o som alto; apresentam dificuldades de socialização e de problemas afetivos; aparentam preguiça ou desânimo, usam palavras inadequadas e erradas, quando comparadas às palavras usadas por outras crianças da mesma idade, se a criança atende quando é chamada, se inclina a cabeça procurando ouvir melhor, não se interessa pelas atividades ou jogos em grupos, é retraída, desconfiada ou envergonhada, solicita  que o professor repita várias vezes à mesma coisa.

Uma conversa entre professor e pais pode ajudar muito. Muitas vezes, é o professor quem alerta os pais sobre o comportamento auditivo da criança.

Medidas simples

A professora pode bater palmas próximo ao ouvido da criança, sem que ela veja; falar baixo o nome do aluno a e observar se ele atende, utilizar instrumentos sonoros em sala de aula, bater fortemente na mesa, no quadro, na porta e avaliar a reação do aluno. São medidas simples, mas que podem dar uma base para os professores sobre possíveis problemas auditivos de seus alunos.

Aline Berghetti – Fonoaudióloga e Psicopedagoga

@alineberghetti

15 jun
Meu filho é gago?? Considerações sobre Disfluência e Gagueira

 

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A Disfluência Infantil é explicada pela busca de palavras adequadas, na tentativa de elaborar sentenças e se comunicar corretamente. Nesses momentos, a criança vacila, usa um tempo mais longo para começar a falar, para no meio da frase, prolonga ou repete alguns sons, o que é visto por muitos, principalmente pelos pais, como o inicio de uma gagueira, problema em geral, temido e não aceito.

A Disfluência tem seu início por volta dos 2, 3 anos de idade, tem recuperação espontânea logo que a linguagem se desenvolve e vai e vêm, estando mais presente do que ausente,
A Gagueira Infantil surge na mesma época e possui características semelhantes às da Disfluência, tornando difícil o diagnóstico diferencial.

Atualmente, grande parte dos estudiosos acredita que algumas crianças já trazem em seu código genético a tendência para gaguejar e são estas que não tem recuperação espontânea, persistem desenvolvendo gagueira e tornando-a crônica. Essa característica genética não é necessariamente hereditária, já que apenas parte dos gagos possui ascendentes ou descendentes que gaguejam.

Ressalto que é importante os pais ou responsáveis ficarem atentos a frequência em que ocorre a disfluência, a tensão muscular exercida durante a fala e a capacidade da criança em lidar com a situação. Dependendo da forma como pais e familiares agem, algumas crianças tendem ao isolamento.

Conforme a criança vai dominando a língua materna, a ansiedade e a euforia ao falar vão sendo deixadas para trás. A organização do pensamento e da fala ocupam seus lugares e não se “atropelam” mais!

Algumas dicas para os pais/responsáveis:
– Fale devagar com a criança;
– Não termine palavras e frases para a criança;
– Preste mais atenção ao conteúdo da mensagem e não ao quanto a criança esta gaguejando;
– Mostre interesse ao que a criança esta falando;
-Mantenha-se no mesmo nível de altura que a criança, mantendo contato olho a olho enquanto ela estiver falando e/ou relatando algo;
– Não apresse a criança a falar;
– Não permita que outras pessoas (inclusive familiares) achem “engraçadinho” como a criança esta falando;
– A ansiedade do adulto será percebida pela criança. Então segure a onda e relaxe!

Fica a dica para vocês mamães e papais. O post foi feito pela nossa colunista e fonoaudióloga:

ALINE BERGHETTI
Fonoaudióloga Esp. Linguagem
Psicopedagoga
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