Carência de ferro: saiba se seu filho apresenta os sinais

02 mar
Carência de ferro: saiba se seu filho apresenta os sinais

Falta do mineral pode causar anemia ferropriva, doença que atinge muitas crianças no Brasil.

IMG_8656Quando apatia, desânimo, falta de ar, dificuldade para realizar atividade física, fraqueza muscular, fadiga crônica e perda de apetite começam a marcar presença com frequência na vida dos pequenos, os pais devem ficar atentos. Juntos, esses sintomas podem sinalizar uma anemia que pode ser devida a carência de ferro. O problema é causado pela diminuição de glóbulos vermelhos no sangue, células responsáveis por levar oxigênio para todo o organismo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o ferro é um micromineral essencial para o crescimento e desenvolvimento da criança. A deficiência de ferro pode levar, em última instância, ao desenvolvimento da anemia ferropriva, que é a carência nutricional mais prevalente no mundo. No Brasil, estima-se que entre 30% e 50% das crianças menores de 2 anos tenham anemia ferropriva.

“Inicialmente, a carência de ferro é silenciosa, porque para suprir as necessidades o organismo consome os estoques do mineral. Com isso, existe a redução da produção de sangue e a criança desenvolve uma anemia moderada por carência de ferro (ferropriva)”, explica o médico Marcelo Neubauer – CRM-SP 82623.

Uma alimentação saudável, rica em vitaminas e minerais, ajuda a prevenir não apenas a anemia, como outras diversas doenças. “Existem dois tipos de ferro que podem ser adquiridos na alimentação: o ferro tipo “heme”, que é proveniente da proteína de origem animal, especialmente carnes vermelhas, mas também de aves e peixes; e o ferro tipo “não-heme”, que é proveniente de alimentos vegetais, especialmente lentilha, soja, feijão, ervilha, nabo, brócolis, couve, espinafre, açaí, manga e abacate. De modo geral, o ferro de origem animal (heme) é melhor aproveitado no organismo”, explica o doutor Marcelo Neubauer.

Confira abaixo a ingestão diária recomendada de ferro (IDR), segundo o Ministério da Saúde, para as crianças em determinada faixa etária:

0 a 6 meses: 36mg
7 a 11 meses: 53mg
1 a 3 anos: 60mg
4 a 6 anos: 73mg
7 a 10 anos: 100mg

Referências consultadas:

1. Brasil. ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 269. Regulamento técnico sobre a ingestão diária recomendada (IDR) de proteína, vitaminas e minerais, de 22 de setembro de 2005. Disponível em: http://coffito.gov.br/nsite/wp-content/uploads/2016/08/resoluo-rdc-n-269-2005-ingesto-diria-recomendada-idr-de-protenas-vitaminas-e-minerais.pdf

 

24 set
USO DE FIO DENTAL E ENXAGUATÓRIO BUCAL EM CRIANÇAS

Olha eu aqui novamente para falar da saúde bucal das nossas crianças!!

Já conversamos sobre as escovas e cremes dentais infantis mais indicados. Agora vamos falar dos fios dentais e enxaguatórios bucais. Devemos usar nas crianças também?

Os fios dentais constituem uma peça essencial na higiene bucal, inclusive da criança. O fio dental remove a placa bacteriana que a escova não consegue alcançar, aquela que fica nas áreas interproximais, ou seja, entre os dentes.

O fio dental deve ser introduzido na higiene bucal assim que aparecerem os primeiros dentes. Quanto antes o hábito for instaurado, melhor.

Atualmente, existem modelos de fios dentais fabricados especificamente para a criançada. Alguns voltados para o consumo pelos meninos, outros para as meninas e com sabores agradáveis ao paladar infantil.  As cores e os personagens utilizados na confecção dos fios dentais também atraem a atenção das crianças. Abaixo, alguns modelos facilmente encontrados em farmácias e supermercados do Brasil.

Existem ainda fios dentais individualizados, mas que não são vendidos no Brasil, apenas através da internet ou fora do país. Eles facilitam muito a introdução do hábito de usar o fio dental nas crianças menores, porque são coloridos e tem um gosto que agrada toda criança.

É importante lembrar que o responsável é quem deve passar o fio dental entre os dentes da criança, pois ela não tem coordenação motora para essa atividade até pelo menos 8, 9 anos de idade. Se quiser, pode dar um pedaço para ela brincar ou até mesmo um fio dental individualizado, mas sempre prestando atenção para evitar acidentes.

Em relação ao enxaguatório bucal, ele só deve ser utilizado em crianças a partir dos seis anos de idade. Antes desta idade, ele é contraindicado porque a criança pode vir a deglutir a solução. Esses enxaguantes não devem ser usados todos os dias e não podem substituir a escovação. Eles atuam como coadjuvantes na higienização bucal e são indicados para algumas situações prescritas pelo odontopediatra, como nos casos em que as crianças usam aparelhos ortodônticos, realizam alguma cirurgia na cavidade bucal, crianças com alta atividade de cárie ou alto potencial cariogênico, ou seja, crianças com risco alto de desenvolver cárie.

As crianças devem utilizar os enxaguatórios bucais infantis porque estes não contém álcool. Existem várias modelos no mercado voltados para o público infantil, como são apresentados abaixo.

Existem alguns enxaguantes infantis, como o Agente Cool Blue da Listerine e o Plax Kids da Colgate, que também funcionam como evidenciadores de placa bacteriana, isto é, as regiões dentais que ainda apresentarem placa bacteriana após a escovação serão coradas na cor azul ou rosa, dependendo do tipo do enxaguante utilizado. Este artificio é muito útil para ser usado como meio de educação preventiva, especialmente nas crianças que estão começando a escovar os dentes sozinhas, por volta dos 9 anos de idade e para aquelas mais novas que insistem em escovar sozinhas apesar de não apresentarem coordenação motora para esse fim.

Nunca deixar esses produtos ao alcance das crianças, pois elas podem ingerir grande quantidade e causar intoxicação. A quantidade de metade da tampinha do frasco normalmente é suficiente, mas sempre lembrando que enxaguatório é um medicamento e deve ser prescrito pelo odontopediatra dependendo dos riscos e condições de saúde bucal do seu filho.

Dúvidas?!

IG @maira2312

www.facebook.com.br/dramairagoes

e-mail maira@spaoral.net

Consultório: (81) 2129-1644

29 jul
Como identificar alterações auditivas em escolares.

A surdez, caracterizada pela perda total ou parcial da capacidade de ouvir, manifesta-se com diferentes graus, desde perdas auditivas mais leves até surdez profunda, podendo ocorrer em um ou nos dois ouvidos.

A rubéola gestacional e outras infecções pré-natais são as causas principais de surdez de grau severo ou profundo. Nos casos de deficiência auditiva leve e moderada, a otite média de repetição é a causa mais frequente na infância. Estes graus, leve e moderado, são difíceis de serem detectados, pois passam despercebidos pelos pais e professores.

O problema interfere no desempenho escolar, na capacidade de aprendizagem, no desenvolvimento da fala destas crianças e nas dificuldades de relacionamento. Não sendo capazes de ouvir com clareza, muitos perdem o interesse pela escola e se deprimem facilmente. A dificuldade em ouvir faz com que o aluno, apesar de atento ao que a professora explica, não aprenda o que está sendo ensinado à turma.

Para evitar que isso aconteça, é preciso que pais e professores fiquem atentos àquelas crianças que normalmente se distraem, apresentam dificuldade para conversar, problemas de comportamento ou sentem dores de ouvido com frequência. A sala de aula sempre foi e continua sendo um dos melhores ambientes para identificar problemas auditivos. Por isso, os professores têm um papel fundamental nesse diagnóstico. A prevenção de problemas auditivos em escolares pode ser realizada através de triagens, orientações e encaminhamentos adequados. A triagem na escola continua sendo a forma de identificar alunos com possíveis alterações auditivas. Um programa de detecção precoce de triagem auditiva em crianças na pré-escola e na alfabetização visa prevenir dificuldades na aquisição da fala e no desenvolvimento da linguagem, já que ambos estão diretamente ligados à audição.

Muitas vezes, através da triagem, detectam-se crianças com corpos estranhos dentro do ouvido. Isso é muito comum! Objetos como miçangas, grãos de arroz, peças pequenas de brinquedos, entre outros, que obstruem o canal auditivo dos alunos. O problema é resolvido com uma simples limpeza para retirar estes objetos do ouvido.

Se houver uma suspeita de alteração auditiva, o professor deve tomar algumas medidas para tentar solucionar ou diminuir o problema da criança, como:

– sentar a criança em lugar mais adequado (de preferência na frente);

– falar com o aluno de forma natural, sem gritar e sem sussurrar;

– encaminhá-lo ao otorrinolaringologista e ao fonoaudiólogo para que sejam tomadas todas as providências para um tratamento adequado;

– dar liberdade para a criança dizer quando não entendeu ou não escutou o que lhe foi dito, sem que ela se sinta envergonhada;

– integrar a criança ao grande grupo, fazendo com que os colegas compreendam os motivos pelos quais ela não fala ou não escuta normalmente.

A partir da Lei 10436, o governo Brasileiro reconhece Libras, como língua, e os surdos tem o direito que nas Instituições Educacionais as aulas sejam ministradas em Libras, pelo menos com a presença de um intérprete.

Sinais e Sintomas

É importante prestar atenção e desconfiar de algo estranho quando:

As crianças falam alto demais; fazem otites de repetição; escutam a televisão em volume aumentado; apresentam dificuldades escolares; são desatentas, distraídas, agitadas; possuem trocas ou distorções na fala; apresentam dificuldades na pronúncia das palavras, tiveram atraso no desenvolvimento de linguagem; são portadoras de síndromes e doenças degenerativas; se queixam de ouvido “tampado”, zumbido, dor de ouvido; se incomodam com o som alto; apresentam dificuldades de socialização e de problemas afetivos; aparentam preguiça ou desânimo, usam palavras inadequadas e erradas, quando comparadas às palavras usadas por outras crianças da mesma idade, se a criança atende quando é chamada, se inclina a cabeça procurando ouvir melhor, não se interessa pelas atividades ou jogos em grupos, é retraída, desconfiada ou envergonhada, solicita  que o professor repita várias vezes à mesma coisa.

Uma conversa entre professor e pais pode ajudar muito. Muitas vezes, é o professor quem alerta os pais sobre o comportamento auditivo da criança.

Medidas simples

A professora pode bater palmas próximo ao ouvido da criança, sem que ela veja; falar baixo o nome do aluno a e observar se ele atende, utilizar instrumentos sonoros em sala de aula, bater fortemente na mesa, no quadro, na porta e avaliar a reação do aluno. São medidas simples, mas que podem dar uma base para os professores sobre possíveis problemas auditivos de seus alunos.

Aline Berghetti – Fonoaudióloga e Psicopedagoga

@alineberghetti

02 maio
Independência desde cedo!

Sempre que posto algo que o Davi #TrololoDeMel esta fazendo, sempre tem uma mamãe que comenta:

Aí tia Mari, meu filho não faz isso ou não faz aquilo!

– Tia Mari como eu faço para o meu filho ser assim?!

E eu digo:

– Não existe fórmula para nada, filho não é uma “receita” e nem todos são iguais. Até mesmo os irmãos criados e educados pela mesma mãe e mesmo pai não agem da mesma forma, não é mesmo?

Hoje em dia, a maioria das famílias, tem  a mãe também trabalhando  fora de casa, e o que observo é que na maioria das  vezes essas mães se sentem culpadas pelo pouco tempo dedicado aos filhos. Então, a  tendência atual é dar tudo muito pronto para as crianças.

Permitir que os nossos filhos executem algumas tarefas do dia a dia não vai fazer de você ” nem mais, nem menos mãe “, pelo contrario, uma vez que a autonomia da criança está ligada à maturidade e as oportunidades, tornará esses pequenos momentos em um momento de grande realização  para os seus  filhos.

O que nós como mães podemos fazer é estimular essa autonomia desde cedo com atividades simples e que possamos permitir sem nos preocupar.

* Deixe seu filho se trocar sozinho  – Davi pelo menos tenta se trocar sozinho desde os 2 anos. Colocar a camisa, o short, calçar o sapato e até mesmo tentar amarrar o cadarço.

* Permita que ele sente a mesa e coma sem o seu auxílio – Quando Davi fez 6 meses eu já permitia que ele mesmo segurasse sua mamadeira e assim ele foi se acostumando a sempre comer “sozinho”. Hoje em dia nos momentos das refeições e até mesmo quando estamos em restaurantes o comportamento dele é o mesmo. 

* Guardar os brinquedosJá mostrei em alguns posts como organizo os brinquedos do pequeno e que aqui em casa para brincar com um certo brinquedo, só pode quando guarda o que esta brincando.

* Escovar os dentesDavi sempre escova primeiro e após a sua escovação vem a da mamãe, que ele já sabe que é a limpeza geral.  Ensine para que ele mesmo coloque o creme dental na escova, aproveite para falar sobre o desperdício da água e trabalhe a higiene e a importância de dentes saudáveis.   

* Não super proteja o seu filhoÉ  a parte mais difícil, eu sei, mas é necessário. Converse com ele sobre tudo e mostre sempre que ele é capaz. 

* Elogie sempreMesmo que ele faça uma bobagem no momento que esteja realizando algo pedido por você, saiba reconhecer seu esforço e o elogie sempre. A autoestima é sempre muito importante.

* Cuidar da roupa sujaSim! cuidar da roupa suja também faz parte, mostrar ao seu filho onde devemos coloca-las, aproveitar esse momento para que ele também aprenda a retirar a sua roupa. Aqui em casa Davi já sabe onde fica o cesto de roupa suja e podem ter certeza que tirou a roupa ele corre e coloca lá. Outro costume que temos aqui em casa é de retirar o sapato quando chegamos da rua. Então, o pequeno chega e diz logo: – Mãe vou tirar o sapato.

*Nada de cobrançasTemos sempre a tendência de querer tudo perfeito não é? mas permita que ele faça como acha que é certo e depois nós colocamos tudo no lugar que queremos. Nada de reclamações durante o aprendizado poderemos tornar nossas crianças em adultos com baixa autoestima.

Quanto mais estimuladas e quanto antes esse estimulo acontecer mais tempo a criança terá para desenvolver habilidades motoras e cognitivas necessárias para realização de tais atividades.

Agora deixo vocês com um vídeo do meu pequeno em um de seus momentos de criança independente. Espero que gostem e não deixem de curtir. Aproveitem também para convidar as amigas mamães.


                 

*Sugestões de temas para os posts ou vídeos sempre são bem vindos.

contato@turmadatiamari.com.br

26 dez
BRINQUEDOTECA EM CASA.

Tenho me deparado constantemente com a solicitação de clientes para projetar brinquedotecas em casa. Cheguei à conclusão que todas (ou quase todas) as mamães sonham em ter esse ambiente no sentido mais amplo! Querem, antes de qualquer coisa, um local onde ospequenos possam brincar à vontade e num passe de mágica, tudo ficar bem arrumadinho.

A Brinquedoteca é um espaço que visa estimular crianças e jovens a brincarem livremente,um espaço alegre, colorido, diferente, onde eles soltam a sua imaginação, sem medo de serem punidos.O bacana de ter uma brinquedoteca em casa é que os papais de plantão poderão acompanhar o desenvolvimento dos pequenos através de observações no dia-a-dia.

Selecionei alguns projetos legais de brinquedoteca. Desde o mais simples até o mais rebuscado para inspirar os leitores que estejam sentindo essa necessidade atualmente com os pequenos em casa!

brinquedoteca

Sala de Televisão e brinquedoteca juntos. Esta sala íntima foi adaptada para atender as necessidades do cliente! Com uma estante simples e objetos modernos e coloridos.

brinquedoteca

Nichos sempre são uma ótima solução para guardar todos os brinquedos. Neste projeto, foram utilizados cestos plásticos coloridos, deixando o móvel branquinho, bem mais divertido!

Ousem em tapetes e almofadas, tudo para deixar o ambiente mais aconchegante possível. O interessante é tentar concentrar a bagunça num só lugar!

brinquedoteca

Papéis de parede bem coloridos ajudam bastante! Outra grande dica é projetar uma grande lousa! Ali ficará delimitado o espaço para as crianças soltarem a criatividade nas paredes. Importante frisar bem para os pimpolhos que aquela é a única parede que ele poderá riscar, caso contrário, sua casa se tornará um grande quadro negro!

brinquedoteca

Lembrem que a parte de mobiliário deverá seguir um padrão de altura mais baixa que o convencional para atender as necessidades dos pequenos. Muito cuidado também com mobiliários que apresentem quina viva. Esse é para ser um ambiente livre de preocupação! Podem ousar bastante nas formas e nas grandes aberturas que possibilitem a iluminação e ventilação natural. O bacana desse tipo de projeto é a versatilidade e a possibilidade de criar um ambiente convidativo sem gastar muito dinheiro!

COLABORADORA: Mariana Carvalho –  Arquitetura     Email: contato@marianacarvalho.arq.br