Será que eu errei? Desabafo de uma mãe.

10 ago
Será que eu errei? Desabafo de uma mãe.

Precisei refletir muito para entender que realmente “Em casa de ferreiro o espeto é de pau” já ouviram falar nesse ditado né?

Por aqui ter uma mãe pedagoga não é assim tão fácil sabiam?

Reconhecer o momento de sair de campo e deixar que outra pessoa assuma o papel que você queria ter, mas como mãe não pode, é difícil.

Precisei encarar tudo isso de um dia para o outro e essa semana ele começa com uma psicopedagoga e vou contando tudo pra vocês.

Aguardei uma reunião na escola para poder soltar o vídeo com o post, pois queria ouvir o que queriam me dizer.

Eles me aconselharam propor mais brincadeiras relacionadas ao momento e as necessidades vividas por ele na área da aprendizagem. Mesmo não concordando em estar “cobrando” isso até em nossos momentos de lazer aos finais de semana irei fazer mais do que já faço.

Davi é uma criança de horário integral. Passa todos os dias manhã e tarde na escola e ainda chegar em casa e ter que ver atividades e brincadeiras relacionadas? Acho muito frustrante e forçado para ele que só tem 5 anos.

E no integral o que ocorre que essa “lacuna” não pode ser trabalhada? Ele vai para escola só para fazer a atividade de casa?

Também argumentei sobre as atividades, muitas vezes percebi que “fizeram” por ele.

Como assim Tia Mari?

Pegam na mão dele para realizar as tarefas e isso também contribuiu para que ele se sentisse inseguro ao realizar suas atividades sozinho.

Se tem quem faça com ele, porque fazer só, não é verdade?

Por outro lado não concordo em querer “arrumar uma desculpa” para o processo pelo qual ele está passando. E querer dizer que o que ele precisa vem só de casa.

Como também não culpo só a escola.

O problema é simples e claro: Davi é um menino mais sensível, está passando por milhões de mudanças na vida dele. Minha saída da escola, a chegada de um irmão, tudo isso está causando insegurança.

Só que ele chegar no ambiente próprio para aprendizagem, pela idade já perceber que muitos colegas já estão “lá na frente” e ele ainda não, fica com medo de errar.

Muitas vezes ele sabe o que está sendo proposto na atividade, mas se nega ao se imaginar errando.

Outro item justificado foi a fala dita “infantilizada”, mas vamos lá. Davi ano passado tinha trocas de letras bem comum na idade dele.

Ele fez as sessões necessárias com a Fono indicada pela própria escola e ano passado já teve sua alta e hoje não possui a troca do “C” pelo “T” e do “G” pelo “D”.

O que me impressionou na hora do argumento foi: – Não sabem de que aluno estão falando é isso?

Como a escola não sabe que meu filho não troca mais as letras? Quem o conhece de verdade sabe que as trocas não existem mais.

Na verdade até vocês que me seguem e vê poucos vídeos já devem perceber né?

Ele é sim um dos mais novos na turma, não é do tipo de Criança dita “viradinha” aquelas crianças que não param, que não temem a nada.

Pelo contrário é todo cauteloso e permissivo. Fazem até o que querem com ele, mas até nisso tento compreender, pois é da personalidade dele é preciso respeitar.

Hoje mais que nunca estou disposta a ajuda- lo, pois sei que pra escola é melhor logo dizer que ele está assim ou assado do que bater no peito e dizer:

– Esse aluno é meu, vou fazer ele chegar lá!

Trabalhar com o fácil é bom demais, quero ver trabalhar com o difícil, superar obstáculos e fazer com que aquele subjugado como “fraco” cresça e apareça.

Eu era assim quanto professora. Desafios era comigo. Batia no peito, brigava, chorava, mas chegava lá.

Difícil achar um ex aluno ou ex mãe que não me olhe com amor, carinho e respeito.

A família tem papel fundamental na vida das crianças, sem essa base e esse apoio eles não chegam a lugar nenhum. Mas garanto que não é o caso do meu filho, que tem pais totalmente presentes em tudo.

Espero que me entendam quanto ao desabafo. Como também quero deixar claro que isso é um assunto com o meu filho e como estou de fora não posso falar se ocorre com outras crianças.

O que aconselho é que fiquem atentas ao desenvolvimento dos seus, conversem, participem e não deixem pra amanhã o que podem resolver hoje.

Estejam presente nos momentos que eles mais precisam e nunca, jamais permitam que eles se sintam impotente.

Somos sim extensão do aprendizado deles, mas a base desse aprendizado vem da escola e eles também precisam ter consciência disso.

Desculpem o chororô no vídeo, mas foi difícil falar sem me emocionar.

Beijos ☺️