Armazenamento de Células – Tronco.

02 jan
Armazenamento de Células – Tronco.

Durante a gestação, nos deparamos com vários assuntos.

Uns já conhecemos, como os sintomas, se são normais, o que podemos fazer para amenizar os desconfortos, e os temas mudam conforme o tempo vai passando e a barriga crescendo.

A expectativa quanto ao sexo, Menino ou Menina?

E tendo um irmãozinho, como será a reação dele? Preciso prepará-lo!

E a cabeça e as emoções vão a mil por hora. Nesse universo todo que compartilhei com vocês, ainda descobri algo que não tive o conhecimento na gestação do Davi.

Descobri sobre armazenar células-tronco do sangue do cordão umbilical e quase que aos 40 minutos do segundo tempo!

Mas deu tempo de coletar! Quero falar hoje sobre essa importante decisão, para as grávidas de plantão, para quem pensa em engravidar, para quem conhece alguém que está nesse momento e pode também compartilhar essa informação.

Descobri que esse procedimento não é tão novo (desde 1.996 é feito no Brasil), e que salva vidas! E de pensar que se não coletar, vai para o lixo, me dá até nó na garanta.

A importância de preservar as células-tronco é, numa necessidade de transplante para tratar doenças do sangue, como por exemplo, a temida leucemia e anemias, ter esse rico material disponível, sem precisar procurar por doador que seja compatível.

Aprendi que a chance de se encontrar um doador com características similares é muito pequena; que poderia ter esse material guardado por tempo indeterminado; e que é um material que pode ser usado pela família, pois as chances de compatibilidade são bem maiores se compararmos com a população em geral.

Claro que ninguém quer passar por doenças na família, mas precisamos ser realistas para tomarmos as decisões. Então optamos por guardar as células do Caio.

Escolhemos para realizar esse serviço o Centro de Terapia Celular, pois vimos a diferença entre as empresas que apenas armazenam e a CordCell, que tem toda a estrutura e equipe qualificada para dar atendimento desde a coleta do sangue ainda no hospital, até a realização do transplante pela equipe médica própria.

Também nos chamou a atenção, além de tudo isso que já acontece, que existem vários estudos promissores com essas células, para possibilidade de tratamento para outras tantas doenças, como o diabetes 1 e hipóxia neonatal.

Então é isso, entendemos que armazenar as células-tronco do Caio foi uma maneira de oferecer proteção e possibilidades para ele, e para o Davi.

Nesse link abaixo tem a apresentação da estrutura CordCell. Vale a pena assistir e entender um pouco mais sobre esse assunto.

25 ago
Sem julgamentos e mais amor.

Como vocês viram lá no Snap 👻 e no insta da Turma, hoje foi dia dos últimos exames e mais uma consulta com minha GO. Pra quem ainda me pergunta sobre o parto vou explicar.

Eu particularmente sou tranqüila em relação a ele. O que eu decidi nesta gestação foi tentar aguardar o momento dele querer vir ao mundo e o parto seria uma conseqüência dessa escolha.

Com Davi foi cesárea porque a placenta amadureceu bem antes e começou a “descamar” e precisamos fazer, pois ele poderia entrar em sofrimento.

Sei que muitos falam que isso é conversa de médico para induzir uma cesárea e tal, mas eu precisava confiar na equipe que escolhi.

Com Caio estamos esperando ele dar sinal de que quer vir ao mundo, mas o bichinho esta cheio de preguiça pelo que estou vendo.

A escolha do parto pra mim é algo muito pessoal e que envolve vários fatores como: saúde da mãe e do bebe, o fator psicológico da mãe, condições físicas, preparação para esse momento.

Muitas têm literalmente o parto natural, aquele que o bebe quase “escorrega” de dentro da mãe, outras fazem de um tudo e não conseguem realizar.

O importante é saúde de ambos e que no final tudo ocorra como o esperado. Sem preferências, sem defensores e críticos diante da escolha que uma mulher faz.

Na verdade todo e qualquer tipo de atitude tomada por uma mãe haverá críticas.

Se for cesárea, criticam e relatam fatos ruins sobre a escolha, se for normal também criticam caso a mãe espere muito e se for humanizado em casa, mesmo com toda mídia sobre isso, também criticam argumentando os riscos de parir fora de um hospital.

O mesmo posso dizer que acontece com quem escolhe oferecer uma chupeta, uma mamadeira ou aquela mãe que não conseguiu amamentar o seu filho e tantos outros assuntos sobre maternagem.

O que precisamos na verdade é respeitar mais o nosso próximo e parar de querer julgar a atitude que tomam. Ter um filho parou de ser algo tranquilo e especial para se tornar um espetáculo onde a plateia quer conduzir o final de tudo.

Precisamos de uma maternidade sem julgamentos e mais amor. Sempre li essa frase e é a mais pura verdade:

– Quem fez cesárea é mãe.

– Quem fez parto normal é mãe.

Então ao invés de criticar ou algo assim, torçam para que tudo dê certo e que o seu próximo consiga se realizar independente de uma escolha que é tão pessoal.

Se for do plano de Deus que ele venha de PN, mas caso não ocorra preciso estar bem para recebê-lo também.

E pra vocês o que peço é só oração e pensamentos positivos para que tudo ocorra bem. Sei a mãe que sou para o Davi e sei a mãe que quero ser para o Caio e isso vai além da forma como ele vira ao mundo.

Beijos

Tia Mari @turmadatiamari

10 jan
A chegada do pequeno Igor.

Olá mamães!

Hoje temos uma #mamaenaturma super especial, com uma história linda e emocionante.

Sabrina escolheu receber seu pequeno Igor em casa, com um parto do jeito que ela e seu marido haviam sonhado.

Vocês podem conhecer um pouco mais da história da Sabrina e acompanhar sua vida como mãe através do seu blog jeitinhodemae

“E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis”. Mateus 21.22

39 semanas e 3 dias. Aquele tinha sido um domingo lindo de céu azul e sol escaldante. Fomos para o clube de manhã. Brinquei com Elisa na piscina. Cheguei a pegar uma cozinha. Durante todo o dia nada anunciava a breve chegada do meu menino a não ser as velhas conhecidas contrações de treinamento, indolores e irregulares, que já vinha sentindo há quase um mês.

A medida que o dia ia terminando, meus pensamentos fervilhavam no fato do meu marido viajar a trabalho no outro dia bem cedo. Apesar daquilo me incomodar, a ansiedade dessa vez não era angustiante. De alguma forma eu parecia me sentir segura.

A noite pedimos pizza. Tivemos um momento gostoso em família, só os quatro. Eu, Arnaldo, Bê e Elisa. Como habito dos últimos dias, não me deitei antes de dar uma boa organizada na casa. Lavei a louça, coloquei o lixo da cozinha pra fora, organizei os brinquedos da Elisa esparramados no meio da sala… Caso entrasse em trabalho de parto facilitaria muito ter as coisas em seus devidos lugares.

Me deitei 1:10 ainda sem sono e logo comecei a sentir uma dorzinha chatinha bem fininha no baixo ventre acompanhada de vontade de fazer xixi. Na verdade, era mais um incômodo do que uma dor. Algo muito parecido com o inicio de uma cistite, me fazendo levantar para ir ao banheiro de meia em meia hora.

Cheguei a me questionar se aquilo poderia ser o início do meu trabalho de parto. Me lembro de olhar no relógio pela última vez as 3:30 quando fui pela enézima vez ao banheiro fazer apenas algumas gotinhas de xixi. Naquele momento, orei e pedi para Jesus que me desse um sinal. Não queria fazer alarde. Não queria preocupar o Arnaldo, mas também não queria correr o risco dele viajar e logo em seguida eu entrar em trabalho de parto.

Me deitei sentindo um friozinho na barriga. Organizei meus travesseiros buscando a melhor posição para acomodar meu barrigão. E fiquei ali alguns minutos me lembrando de como tinha sido quando minha bolsa rompeu na gravidez da Elisa. Revivendo mentalmente aqueles momentos, buscando qualquer semelhança com o que eu estava sentindo. meus pensamentos estavam longe, mas nao pude deixar de perceber um “ploft” muito sutil no alto da barriga do lado esquerdo, mas como não veio acompanhado imediatamente de um montão de água, não dei importância. Em questão de poucos segundos, fui me virar na cama e senti água escorrendo por minhas pernas. Cheguei a pensar que tivesse tido um escape de xixi porque logo parou, mas em meu coração senti que era hora de chamar o Arnaldo.

Ainda na dúvida o acordei dizendo que achava que era minha bolsa. Me levantei. Analisamos juntos o líquido no lençol e constatamos: Sim! Era a bolsa!

Algo dentro de mim vibrava. Não só por ter chegado a hora, mas por sentir o cuidado de Deus com minha vida! Eu mal podia acreditar. Sim! Era a bolsa e meu marido estava ali do meu lado! Eu estava incrédula e muito, muito feliz.

Como nos preparamos durante toda a gestação para um parto domiciliar, liguei para as médicas e para a Doula. Também liguei para a equipe de filmagem. Eu queria muito ter o registro desse momento único. Dra Silvia disse que chegaria em no máximo uma hora. Kelly minha Doula, estava de plantão do Hospital Municipal, mas como ela mesma diz “em se tratando de Sabrina” ela tratou de correr! Mandei mensagem para a Dra Luanda, e por SMS fui dando as coordenadas de como me sentia. Ela também já estava a caminho.

Me sentei com Arnaldo na cama e fizemos uma oração pedindo toda proteção de Deus para aquele momento da chegada do Igor. E mais uma vez eu pedi “que seja o Senhor a fazer o meu parto”… Esse era um pedido constante em minhas orações. Depois entrei para o banho enquanto o Arnaldo trocava a roupa de cama e deixava mais a mão as toalhas, lençóis descartáveis, roupão e outras coisas que eu pudesse precisar.

Sai rapidamente do banho. Nessa altura minha dor vinha aumentando aos poucos, e acredito que em intervalos de 3 minutos no máximo. Comentei com o Arnaldo que achava que não daria tempo do pessoal chegar pelos curtos intervalos entre uma dor e outra. Ele em resposta, sorriu e disse que não tinha problema, que faríamos o parto nós dois. Estava inquieta. Arnaldo carinhosamente me pedia para ficar mais quieta, mas eu estava eufórica! Não conseguia ficar parada. Liguei o som na sala, pedi que ele acendesse as velas no banheiro e decidi voltar para o chuveiro e ficar sentadinha na bola de pilates enquanto a equipe não chegava.

Arnaldo ali do meu lado me transmitia toda a segurança que eu precisava. Ele ficou na porta do boxe ao meu lado me dando a mão enquanto eu soltava meu quadril em movimentos circulares sentada na bola. A medida que a dor aumentava eu apertava sua mão e ele me olhava com olhar de total cumplicidade. Por uma ou duas vezes, puxei seu cabelo sem ter a noção do que estava fazendo (perdão meu amor!)… A água quente caindo na minha lombar aliviava as dores que agora já vinham em intervalos mínimos (penso eu que de 1 em 1 minuto) e duravam mais tempo.

Nesse meio tempo Dra Silvia liga avisando que ja havia chegado no prédio e que iria subir com todo o aparato. Pedi para o Arnaldo não sair de perto de mim. Eu sabia que estava na hora.

Logo em seguida, ainda na bola em baixo do chuveiro, senti uma dor mais intensa, um puxo e a vontade de fazer força. Olhei para o chão e vi algumas gotas de sangue. Fiquei de pé e senti perfeitamente meu quadril abrindo, a cabecinha do Igor descendo e coroando. Tentei tirar o shortinho que eu estava usando, mas só deu tempo de tirar una perna.

“Ele esta aqui!” Falei para o Arnaldo. “Sim! Ele está aqui.” Ele disse.

Me abaixei, ficando com um joelho no chão e a outra perna dobrada. Com uma das mão segurei firmemente nas costas do Arnaldo e com a outra acariciava a cabecinha do meu bebê que nascia.

Tinha medo dele cair no chão. Pedi para o Arnaldo segurá-lo e juntos ficamos apoiando sua cabecinha com as mãos esperando seu corpinho sair por inteiro.

Lembro de ver minha perna que estava dobrada tremendo. Arnaldo me lembrou de respirar devagar. Neste momento não existia mais dor e eu só pensava que queria que fosse prazerozo. Respirei lentamente e curti aqueles poucos segundos.

“Vem meu filho, vem” falei baixinho enquanto ele ia saindo lentamente.

Não fiz mais nenhuma força. Igor por sua vez, fez sua parte com louvor. Senti seus movimentos e em pouquíssimo tempo ele deslizou de dentro de mim. Uma sensação incrível, gostosa, mágica!

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Foi pelas mãos do papai que ele veio para o meu colo. Como tantas vezes eu sonhei que fosse enquanto estava grávida. Coloquei ele em meu peito e o abracei. Mal podia acreditar. Igor tinha a pele vigorosamente coberta de vernix e um cheirinho delicioso de recém nascido. Fiquei ali abracada a ele acariciando suas costinhas com uma sútil massagem em seus pulmões. Ele emitia sonzinhos leves como um pequeno gatinho a miar.

O olhar do Arnaldo e meu sorriso escancarado só dizia uma coisa: nós conseguimos! Tanta coisa vivida em tão pouco tempo. Tudo não durou mais do que cinco minutos desde a hora que a Dra Silvia havia ligado. Meu coração transbordava de alegria, amor, gratidão. Um misto de sentimentos que me entorpeciam.

De repente olho para o lado e a Dra Silvia vem entrando pela porta com a banqueta de parto nas mãos! Rimos todos. Não precisava mais!

Todos chegaram praticamente juntos. Kelly, Lara e João, Dra Luanda… Aproximadamente 40 minutos após eu ter ligado. Olhares felizes e incrédulos!

Fui para cama com auxílio do Arnaldo e da Kelly. Minha cria no colo enrolado num cueirinho. Eu, bicho mãe, cheirando meu pequeno, contemplando seu corpinho pequenino agarrado ao meu. Calminho. Gordinho. Sujinho ainda, mas incrivelmente cheiroso. Aliás, cheiro de recém nascido é uma coisa que deveria dar pra guardar num pontinho de lembrança. Não existe nada melhor!

Dei o peito pra meu menino que mamou vigorosamente por uma hora. Ele sabia o que fazer e fez!

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O cordão já havia parado de pulsar, Dra Silvia preparou e o Arnaldo cortou. Dra Luanda fez a primeiras avaliações de meu pequeno. Apgar 9 e 10. Tudo feito no meu colo. Sem pressa. Com amor.

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Assim que meu bichinho parou de mamar eu o vesti. Pela primeira vez era eu quem vestia a primeira roupinha num filho recém nascido. Nessa hora em que saiu do meu peito ele chorou vigorosamente.

Pouco tempo depois, Elisa acordou. Como de costume, se levantou e veio em direção ao nosso quarto. Parou no meio do corredor estranhando as pessoas em casa. Arnaldo a buscou e contou que Igor havia chegado. Ela abriu um sorrisinho carinhoso e sem dizer uma palavra se deitou ao nosso lado, beijando e acaridando a cabecinha do irmão com tanta ternura que meus olhos se enchem de lágrimas só de lembrar dessa cena. Assim ela ficou por caros minutos.

Depois nossa pequena foi acordar o Bê, que também veio para nosso quarto dar as boas vindas ao irmão, meio sem graça e tímido com a presença da equipe. Ele se sentou ao nosso lado. Nós cinco na cama….

Ali meu mundo estava completo.

Igor nasceu pesando 3.795kg, medindo 49 cm, em nosso ninho. Um parto domiciliar planejado. Cercado de amor. Nos preparamos durante toda a gestação para recebê-lo dessa forma, inclusive abordando a possibilidade de não dar tempo da equipe chegar.

Ele nasceu da forma mais linda, mais natural e respeitosa possível. Não foi por acaso que não deu tempo da equipe chegar. Foi como tinha que ser. Toda ansiedade vivida por causa das viagens do meu marido, e ele ali comigo. Apenas ele. Pude visualizar o cuidado de Deus com minha vida nos mínimos detalhes.

Mais uma vez, as coisas não saíram como eu planejei… Acho que disso eu já sabia desde que escrevi meu plano de parto! Mas, posso dizer, de todo meu coração, este parto foi um presente, para mim como mulher e mãe, para meu esposo como homem e pai e para nós como casal, cúmplices de uma vida… Eu não teria imaginado uma forma melhor…

Assista o vídeo da chegada do Igor AQUI

“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” 1 Coríntios 2.9