Março marca o mês da campanha mundial de conscientização da endometriose.

23 mar
Março marca o mês da campanha mundial de conscientização da endometriose.

Além de ser o mês comemorativo do dia Internacional da Mulher, março também marca a campanha Mundial pela Conscientização da Endometriose, uma doença que atinge cerca de 10 a 15% das mulheres em idade fértil e é uma das maiores razões da infertilidade feminina.

As fortes cólicas e a dificuldade para engravidar são alguns dos principais sintomas da patologia.

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Apesar de muito conhecida, a endometriose ainda é um mistérios para muitas mulheres. E o que é esta doença que pode levar a infertilidade?

É uma condição na qual o endométrio, mucosa que reveste a parede interna do útero, cresce em outras regiões do corpo.

E essa formação de tecido sobressalente, normalmente, aparece nos ovários, intestino, no reto, na bexiga e na membrana que reveste a pélvis, embora possa aparecer em outros órgãos.

Hoje, uma das maiores dificuldades no tratamento da patologia é o diagnóstico tardio. Por falta de conhecimento, em média, uma paciente leva cerca de sete anos para descobrir que tem endometriose e, muitas vezes, já está em um grau avançado e comprometendo outros órgãos.

O Dr. Diogo Rosa, um dos coordenadores do centro de ginecologista do Grupo Perinatal, aponta que a escolha do tipo de tratamento a ser utilizado depende de vários fatores, mas pode ser feito clinicamente, à base de hormônios, ou com intervenção cirúrgica, em casos específicos, para a retirada de focos da doença.

“Existem diversas opções para o controle clínico hormonal. Pode-se utilizar progesterona isoladamente ou terapia hormonal combinada, como os contraceptivos orais. Usam-se também medicações hormonais injetáveis e, em casos específicos, um dispositivo intrauterino (DIU) à base de progesterona”, afirmou o ginecologista.

De acordo com o Dr. Alexandre Stadnick, também coordenador do centro de ginecologia da Perinatal, o uso de métodos contraceptivos como pílula e DIU influência também no tratamento da patologia. Principalmente no controle da dor, que o sintoma mais comum da doença.

“O ideal é que logo nos primeiros sinais de cólicas muito fortes, a jovem procure um médico. Isso pode ser o sinal de endometriose”, contou o Dr. Stadnick.

Os médicos ressaltam também, que a cirurgia é uma das opções de tratamento, mas que não deve ser generalizada. Os casos devem ser avaliados individualmente.

A escolha deve levar em conta o objetivo principal da paciente, que pode ser: melhora da dor, tratamento de infertilidade ou evitar progressão da doença para órgãos próximos, como intestino e vias urinárias.

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22 nov
EXTEROGESTAÇÃO.

Você já parou pra pensar que o bebê humano é o único mamífero que não nasce pronto para viver sozinho no seu habitat natural?

Passados os 9 meses (ou, aproximadamente, as 40 semanas) de gestação no útero, o bebê nasce apenas com alguns reflexos inatos (respirar e deglutir). As outras habilidade serão aprendidas com o tempo.

A teoria da Exterogestação veio para acolher melhor esse recém-nascido nos seus três primeiros meses de vida (ou o 4º trimestre), como se a gestação durasse 12 meses. Nesse período fora do útero, seria tempo suficiente para ele se adaptar à sua nova realidade – junto à sua família.

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Embora o feto se encontre em condições adequadas para a vida fora do útero, a maturidade dos sistemas nervoso central, auditivo, digestório, imunológico e da visão só ocorrem na vida extrauterina, em decorrência de estímulos que somente acontecem no meio ambiente, principalmente no primeiro ano de vida.

Imagine que você está em um local tranquilo, quentinho, bem aconchegado… e, de repente, se encontra em outro lugar, com muitas luzes, frio. Provavelmente você vai se sentir inseguro, não é?!
Esta é a sensação do bebê ao nascer.
Ele não entende onde se encontra, está com medo. E assim que é posto no colo da mãe ele para de chorar.
Já percebeu isso?!

Pois bem, esse é o objetivo da Exterogestação, reproduzir os sons e sensações vividas pelo bebê dentro do útero – pelo menos nos três primeiros meses -, no intuito de ajudá-lo na adaptação e mantê-lo seguro.

E aqui vai duas dicas que é – na maioria das vezes – infalível:

  • Usar o sling:  O bebê chora. E muito. E nem sempre é fome. Ele só quer aconchego, sentir-se seguro. E é no colo da mãe, ou do pai, que ele encontra segurança. Nesse caso, o uso do sling é muito útil, pois descansa a coluna e os braços e dá liberdade para fazer outras coisas. Sling é vida!


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  • Som do secador: Baixe qualquer aplicativo que reproduza o som de secador (de cabelo). É um santo remédio para ajudar o bebê a se acalmar e parar de chorar.

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E, lembrem-se, colo nunca é demais! ❤️

Fonte:{http://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/listas/gravidez-nao-acaba-quando-o-bebe-nasce-conheca-a-extero-gestacao.htm}

Por Rebeka Chamyé
Psicóloga Perinatal
CRP-02/15054
Instagram: @rebekachamye
Recife/PE
rebekachamye@yahoo.com.br

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25 out
Benefícios da amamentação para a mulher.

Que o leite materno é o melhor alimento para o bebê, todo mundo sabe. Há inúmeros benefícios que o ato de amamentar proporciona, como por exemplo: gera carinho, dá conforto e segurança, e ajuda no desenvolvimento do vínculo mãe-bebê.

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No entanto, o que pouco se fala são os benefícios da amamentação para a mãe-mulher. A literatura ainda é muito escassa, mas já existem estudos com achados positivos, confirmando a hipótese de que também traz muitos ganhos para a saúde da mãe.

Eis alguns deles:

  • Apresentar uma incidência menor de doenças como: certas fraturas ósseas, câncer de ovário e câncer de mama;
  • Vários estudos sobre esta temática “câncer de mama X amamentação” foram realizados, em diversos países, e ficou constatado que quanto mais prolongada a amamentação, menor é o risco de desenvolver esse tipo de doença (há uma redução estimada de 2/3 nas chances de se ter esse tipo de câncer).
  • Retorno mais rápido ao peso anterior ao da gravidez (esse é muito bom);
  • Porque, para produzir leite materno, o organismo da mulher gasta calorias, utilizando-se das reservas acumuladas. “Se a amamentação for exclusiva, ou seja, se todas as calorias que o bebê estiver consumindo forem de origem materna, a quantidade retirada da mãe será maior.”
  • Uma pesquisa realizada aqui no Brasil concluiu que, das mulheres pesquisadas, as que amamentaram de 6 a 12 meses apresentaram índices menores de massa corpórea e medidas de prega cutânea;
  • Menor sangramento no pós-parto (devido à involução uterina mais rápida, provocada pela maior liberação de ocitocina);

Contudo, algumas mulheres não conseguem (ou não querem) amamentar. Isso tem que ser respeitado e não podemos culpabiliza-las.

E, aproveitando que estamos no Outubro Rosa, previna-se fazendo seu auto-exame e seja acompanhada por um profissional.

Por Rebeka Chamyé
Psicóloga Perinatal
CRP-02/15054
Instagram: @rebekachamye
Recife/PE

{Fonte: http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n5s0/v80n5s0a05}

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